Texto Básico: Ef 2.1-10
INTRODUÇÃO:
Certamente, o ser humano tem liberdade para agir. Contudo, quando
consideramos sua vontade, será que tem a capacidade de optar pelas coisas aprovadas? A
ideia do livre-arbítrio é muito difundida, ainda mais em uma época em que há forte
incentivo para que cada pessoa faça o que bem entende. Existe livre-arbítrio? Se existe,
em que termos? Qual é a condição da nossa vontade?
consideramos sua vontade, será que tem a capacidade de optar pelas coisas aprovadas? A
ideia do livre-arbítrio é muito difundida, ainda mais em uma época em que há forte
incentivo para que cada pessoa faça o que bem entende. Existe livre-arbítrio? Se existe,
em que termos? Qual é a condição da nossa vontade?
I – O Livre Arbítrio Perdido
Por definição, a expressão “Livre Arbítrio” diz respeito a uma capacidade humana
de escolher o bem em detrimento do mal. Contudo, isso é possível a um pecador? Já no V
século de nossa era, a questão do livre-arbítrio foi largamente debatida especialmente
devido à grande controvérsia travada entre Agostinho e Pelágio. Agostinho, baseado nas
Escrituras, reconheceu como heréticas as posições defendidas e ensinadas por Pelágio.
Basicamente, o problema foi causado devido à descaracterização dos efeitos da queda no
ser humano. Pelágio ensinava que o homem nasce perfeito, sem pecado, e com a plena
habilidade de viver em estado de perfeição. Para ele, o pecado é uma experiência que
acontece no decorrer da vida. Portanto, seus pressupostos negavam o pecado original,
bem como a transmissão e a imputação do pecado na vida dos descendentes de Adão.
Além disso, esvaziou de significado e importância o sacrifício de Cristo, uma vez que o
homem pode viver a plena humanidade em perfeição absoluta. Para ele, a vontade do
homem era livre para manter-se pura e incontaminada, não sendo escravizada pelo
pecado.
de escolher o bem em detrimento do mal. Contudo, isso é possível a um pecador? Já no V
século de nossa era, a questão do livre-arbítrio foi largamente debatida especialmente
devido à grande controvérsia travada entre Agostinho e Pelágio. Agostinho, baseado nas
Escrituras, reconheceu como heréticas as posições defendidas e ensinadas por Pelágio.
Basicamente, o problema foi causado devido à descaracterização dos efeitos da queda no
ser humano. Pelágio ensinava que o homem nasce perfeito, sem pecado, e com a plena
habilidade de viver em estado de perfeição. Para ele, o pecado é uma experiência que
acontece no decorrer da vida. Portanto, seus pressupostos negavam o pecado original,
bem como a transmissão e a imputação do pecado na vida dos descendentes de Adão.
Além disso, esvaziou de significado e importância o sacrifício de Cristo, uma vez que o
homem pode viver a plena humanidade em perfeição absoluta. Para ele, a vontade do
homem era livre para manter-se pura e incontaminada, não sendo escravizada pelo
pecado.
Contra esses “dogmas” pelagianos levantou-se Agostinho. Este escreveu várias
obras afirmando a corrupção total do homem, ou seja, que o pecado invadiu todos os
recantos da existência humana, não restando nenhuma parte do homem que se manteve
incontaminada. Reconheceu e ensinou a doutrina do pecado original, não apenas a sua
transmissão por nascimento no decurso das gerações, mas também a imputação,
considerando Adão como “cabeça de raça”, isto é, a função representativa que tinha no
paraíso, quando recebeu a primeira aliança, a aliança da Criação. Esta era um pacto de
obras. Se Adão desobedecesse, ou seja, se ele viesse a praticar a desobediência, quebraria
a aliança. Se, ao contrário, se mantivesse firme diante da tentação do diabo, conquistaria
o direito de viver para sempre em perfeição e santidade, numa ordem de criação perfeita
e inalterável. Contudo, não somente ele, mas toda a sua posteridade se beneficiaria com
sua retidão original. Conseqüentemente, sua desobediência traria também culpa e
condenação sobre todos os seus descendentes. Essa representativida é evidente no ensino bíblico que apresenta Cristo como o último Adão. Paulo deixa claro que em Adão,
todos pecaram (Rm 5.12), e que os que crêem em Cristo não estão mais debaixo da representatividade do primeiro homem, mas sim de Jesus (Rm 5.12-20; 1Co 15.21,22, 45-
49).
obras afirmando a corrupção total do homem, ou seja, que o pecado invadiu todos os
recantos da existência humana, não restando nenhuma parte do homem que se manteve
incontaminada. Reconheceu e ensinou a doutrina do pecado original, não apenas a sua
transmissão por nascimento no decurso das gerações, mas também a imputação,
considerando Adão como “cabeça de raça”, isto é, a função representativa que tinha no
paraíso, quando recebeu a primeira aliança, a aliança da Criação. Esta era um pacto de
obras. Se Adão desobedecesse, ou seja, se ele viesse a praticar a desobediência, quebraria
a aliança. Se, ao contrário, se mantivesse firme diante da tentação do diabo, conquistaria
o direito de viver para sempre em perfeição e santidade, numa ordem de criação perfeita
e inalterável. Contudo, não somente ele, mas toda a sua posteridade se beneficiaria com
sua retidão original. Conseqüentemente, sua desobediência traria também culpa e
condenação sobre todos os seus descendentes. Essa representativida é evidente no ensino bíblico que apresenta Cristo como o último Adão. Paulo deixa claro que em Adão,
todos pecaram (Rm 5.12), e que os que crêem em Cristo não estão mais debaixo da representatividade do primeiro homem, mas sim de Jesus (Rm 5.12-20; 1Co 15.21,22, 45-
49).
Assim, o pecado passou a caracterizar a existência humana como um todo, já a
partir de sua concepção no ventre materno (Sl 51.5). Agostinho enfatizou a necessidade
da obra de Cristo que nos substitui naquilo que precisamos satisfazer para a justiça
requerida por Deus. Toda nossa dívida foi cancelada. Jesus nos substituiu na vida e na
morte, nos concedendo a ressurreição para a eternidade. Em vida, Cristo cumpriu
perfeitamente a lei (Mt 5.17; Lc 2.21) com o objetivo de nos representar nesse
cumprimento, repassando assim os méritos de suas obras a todos os que nele crêem. Em
sua morte, assume o juízo que merecidamente nos aguardava, tornando nossa morte
física o ponto final da história do pecado em nossa existência e o renascer para a vida
plena e perfeita. Na queda, Deus sujeitou o homem ao tempo a fim de que o pecado e a
queda ficassem para trás e a história, conduzida por Deus, trouxesse um futuro de
restauração em Cristo Jesus. Sem a obra substitutiva de Cristo, o único destino humano
seria o inferno eterno. Agostinho também deixou claro que a vontade do homem não é
livre para escolher o bem. Influenciado por Agostinho, séculos mais tarde Lutero veio a
escrever uma célebre obra enfatizando a prisão na qual se encontra a vontade humana,
intitulada De servo arbítrio, ou seja, A Escravidão da Vontade, uma reação à obra de
Erasmo de Roterdã cujo título era De libero arbítrio, isto é, a liberdade da vontade. Na
verdade, apenas Adão e Eva, antes de pecarem, experimentaram o Livre Arbítrio, pois não
tinham a concupiscência da carne “entre os quais todos nós andamos outrora, segundo as
inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por
natureza, filhos da ira, como também os demais” (Ef 2.3). O apóstolo está afirmando que
o pecado está interferindo em todo pensamento, desejo e obra. Hoje, é impossível ao
homem natural, mesmo o crente, experimentar tal pureza e isenção de influência maligna,
que o leve a querer e a praticar por si mesmo o bem. Tanto Lutero quanto Calvino
refletem Agostinho em muito de seus pensamentos. A rejeição completa pelos
reformadores do Livre Arbítrio para o homem caído é um exemplo disso.
partir de sua concepção no ventre materno (Sl 51.5). Agostinho enfatizou a necessidade
da obra de Cristo que nos substitui naquilo que precisamos satisfazer para a justiça
requerida por Deus. Toda nossa dívida foi cancelada. Jesus nos substituiu na vida e na
morte, nos concedendo a ressurreição para a eternidade. Em vida, Cristo cumpriu
perfeitamente a lei (Mt 5.17; Lc 2.21) com o objetivo de nos representar nesse
cumprimento, repassando assim os méritos de suas obras a todos os que nele crêem. Em
sua morte, assume o juízo que merecidamente nos aguardava, tornando nossa morte
física o ponto final da história do pecado em nossa existência e o renascer para a vida
plena e perfeita. Na queda, Deus sujeitou o homem ao tempo a fim de que o pecado e a
queda ficassem para trás e a história, conduzida por Deus, trouxesse um futuro de
restauração em Cristo Jesus. Sem a obra substitutiva de Cristo, o único destino humano
seria o inferno eterno. Agostinho também deixou claro que a vontade do homem não é
livre para escolher o bem. Influenciado por Agostinho, séculos mais tarde Lutero veio a
escrever uma célebre obra enfatizando a prisão na qual se encontra a vontade humana,
intitulada De servo arbítrio, ou seja, A Escravidão da Vontade, uma reação à obra de
Erasmo de Roterdã cujo título era De libero arbítrio, isto é, a liberdade da vontade. Na
verdade, apenas Adão e Eva, antes de pecarem, experimentaram o Livre Arbítrio, pois não
tinham a concupiscência da carne “entre os quais todos nós andamos outrora, segundo as
inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por
natureza, filhos da ira, como também os demais” (Ef 2.3). O apóstolo está afirmando que
o pecado está interferindo em todo pensamento, desejo e obra. Hoje, é impossível ao
homem natural, mesmo o crente, experimentar tal pureza e isenção de influência maligna,
que o leve a querer e a praticar por si mesmo o bem. Tanto Lutero quanto Calvino
refletem Agostinho em muito de seus pensamentos. A rejeição completa pelos
reformadores do Livre Arbítrio para o homem caído é um exemplo disso.
II – Realidade Presente: Livre Agência
A livre agência pode ser definida como a liberdade para refletir o próprio coração
em tudo o que se faz. Essa é a presente realidade humana. Adão, após cair, perdeu a
capacidade de refletir perfeição em seus pensamentos e atos. Contudo, passou a mostrar
a sua nova e terrível realidade interior. Note o que Paulo diz sobre o gentio, ou seja, o
em tudo o que se faz. Essa é a presente realidade humana. Adão, após cair, perdeu a
capacidade de refletir perfeição em seus pensamentos e atos. Contudo, passou a mostrar
a sua nova e terrível realidade interior. Note o que Paulo diz sobre o gentio, ou seja, o
homem natural: “Quando, pois, os gentios, que não tem lei, procedem, por natureza, de
conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos. Estes mostram
a norma da lei gravada no seu coração” (Rm 2.14,15). O que o apóstolo está expressando
é o fato de o homem agir segundo o que está em seu coração. Existe a norma da lei
gravada no coração de todo homem “por natureza”. Há o conhecimento da vontade moral
de Deus no centro da vida de todo ser humano. E, de fato, por vezes o ímpio reflete
padrões de ética e moral. Contudo, tal conhecimento não é suficiente para a santidade,
pois esta só pode existir na vida daqueles que conhecem a Cristo como Senhor e Salvador.
conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos. Estes mostram
a norma da lei gravada no seu coração” (Rm 2.14,15). O que o apóstolo está expressando
é o fato de o homem agir segundo o que está em seu coração. Existe a norma da lei
gravada no coração de todo homem “por natureza”. Há o conhecimento da vontade moral
de Deus no centro da vida de todo ser humano. E, de fato, por vezes o ímpio reflete
padrões de ética e moral. Contudo, tal conhecimento não é suficiente para a santidade,
pois esta só pode existir na vida daqueles que conhecem a Cristo como Senhor e Salvador.
De qualquer forma, mesmo esse agir segundo a lei no homem natural não significa jamais
o seu cumprimento, pois o homem, mesmo o crente, não pode cumpri-la em seu estado
atual.
o seu cumprimento, pois o homem, mesmo o crente, não pode cumpri-la em seu estado
atual.
Repare a ilustração abaixo. Ela ilustra as diferentes realidades da História do
homem, mostrando o que em cada uma delas o coração pode refletir.
homem, mostrando o que em cada uma delas o coração pode refletir.
Pecado Perfeição Santo/pecar
Ímpio Adão antes da queda Crente
Ora, não é preciso argumentação para compreender que o coração do homem no
paraíso era perfeitamente bom. De certa forma, não havia santidade ali, pois não havia do
que se separar. Tudo era perfeito. O coração do homem só refletia a pura e cristalina
vontade de Deus. Contudo, uma vez que desobedeceu à ordem de Deus, tornou-se
imperfeito e desligado da comunhão perfeita com Deus, como tinha no Éden. A morte
espiritual passou a caracterizar o ser humano, que só poderia voltar a se relacionar com
Deus nesta vida de forma precária, devido ao pecado, e como resultado da obra de Deus
de resgatar aqueles que escolheu. O estado do homem sem Cristo é de trevas absolutas.
Não há contradição entre esta afirmação e o fato de refletirem a Lei em suas atitudes de
vez em quando. Mesmo tal cumprimento é parcial e sem o entendimento que vem do
Espírito. A luz do conhecimento de Deus só raia quando Cristo se manifesta
salvadoramente na vida do pecador. Portanto, o ímpio tem liberdade para refletir o seu
coração. Todavia, só operará o pecado, mesmo quando estiver refletindo algum aspecto
da Lei de Deus, pois não considera o Senhor em nada daquilo que faz. O pecador vive
como se fosse o senhor de sua própria vida. Sobre isso, diz Paulo: “entre os quais todos
nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne
e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais” (Ef
2.3). O homem sem Deus só pode refletir a vontade da carne e dos seus próprios
pensamentos. Por isso, encontra-se em trevas. Ele jamais poderá optar pelo bem. Na
verdade, nem mesmo o reconhece, pois as trevas de seu conhecimento não foram
iluminadas para compreender. Assim, suas melhores obras, quando refletem a Lei de Deus
em algum aspecto, apenas distinguem trevas densas de trevas não tão densas (Mt
6.22,23).
paraíso era perfeitamente bom. De certa forma, não havia santidade ali, pois não havia do
que se separar. Tudo era perfeito. O coração do homem só refletia a pura e cristalina
vontade de Deus. Contudo, uma vez que desobedeceu à ordem de Deus, tornou-se
imperfeito e desligado da comunhão perfeita com Deus, como tinha no Éden. A morte
espiritual passou a caracterizar o ser humano, que só poderia voltar a se relacionar com
Deus nesta vida de forma precária, devido ao pecado, e como resultado da obra de Deus
de resgatar aqueles que escolheu. O estado do homem sem Cristo é de trevas absolutas.
Não há contradição entre esta afirmação e o fato de refletirem a Lei em suas atitudes de
vez em quando. Mesmo tal cumprimento é parcial e sem o entendimento que vem do
Espírito. A luz do conhecimento de Deus só raia quando Cristo se manifesta
salvadoramente na vida do pecador. Portanto, o ímpio tem liberdade para refletir o seu
coração. Todavia, só operará o pecado, mesmo quando estiver refletindo algum aspecto
da Lei de Deus, pois não considera o Senhor em nada daquilo que faz. O pecador vive
como se fosse o senhor de sua própria vida. Sobre isso, diz Paulo: “entre os quais todos
nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne
e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais” (Ef
2.3). O homem sem Deus só pode refletir a vontade da carne e dos seus próprios
pensamentos. Por isso, encontra-se em trevas. Ele jamais poderá optar pelo bem. Na
verdade, nem mesmo o reconhece, pois as trevas de seu conhecimento não foram
iluminadas para compreender. Assim, suas melhores obras, quando refletem a Lei de Deus
em algum aspecto, apenas distinguem trevas densas de trevas não tão densas (Mt
6.22,23).
Chegamos então ao crente. O crente tem livre arbítrio? Certamente, não. Como
ilustra a figura acima, o livre arbítrio pressupõe o estado de perfeição, para que se opte e
se decida sem a inclinação natural para o mal. O crente vive certa dualidade. Existe nele a
natureza caída, a dívida contraída por Adão como representante da humanidade. Todavia,
há também nele a herança de Cristo, o representante dos eleitos. Nossa responsabilidade
é: “andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita
contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não
façais o que, porventura, seja do vosso querer” (Gl 5.16,17). Pela busca incessante de
Deus na comunhão do Espírito, o crente é habilitado a vencer a carne. Por lutar ainda
contra essa natureza caída, o crente jamais conseguirá fazer nada perfeito, nem mesmo
separar e distinguir claramente seus próprios desejos e intenções. Por vezes, alguns
desejos tidos como “nobres” e “santos” têm intenções malignas como motivação.
Enganoso é o coração. Por isso, mesmo o crente não consegue separar e discernir
perfeitamente os impulsos e as motivações de sua própria alma. Não pode exercer o livre
arbítrio, como foi o caso de Adão e Eva, antes de pecarem.
ilustra a figura acima, o livre arbítrio pressupõe o estado de perfeição, para que se opte e
se decida sem a inclinação natural para o mal. O crente vive certa dualidade. Existe nele a
natureza caída, a dívida contraída por Adão como representante da humanidade. Todavia,
há também nele a herança de Cristo, o representante dos eleitos. Nossa responsabilidade
é: “andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita
contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não
façais o que, porventura, seja do vosso querer” (Gl 5.16,17). Pela busca incessante de
Deus na comunhão do Espírito, o crente é habilitado a vencer a carne. Por lutar ainda
contra essa natureza caída, o crente jamais conseguirá fazer nada perfeito, nem mesmo
separar e distinguir claramente seus próprios desejos e intenções. Por vezes, alguns
desejos tidos como “nobres” e “santos” têm intenções malignas como motivação.
Enganoso é o coração. Por isso, mesmo o crente não consegue separar e discernir
perfeitamente os impulsos e as motivações de sua própria alma. Não pode exercer o livre
arbítrio, como foi o caso de Adão e Eva, antes de pecarem.
CONCLUSÃO:
A ideia do livre-arbítrio surgiu como um modo de preservar a dignidade do ser
humano, conferindo-lhe algum mérito e direito na sua própria salvação. A condição de
“morto” não é agradável ao ser humano. O homem natural se rebelou contra Deus para
ser soberano sobre si mesmo. Assim, confessar completa dependência do Senhor para a
sua salvação não é agradável ao coração humano. Tenta-se desesperadamente marcar um
“gol de honra”, algo que possa dar ao homem a possibilidade de dizer “pelo menos
isso…”. O ser humano não tende a gostar da graça quando o assunto é salvação, porque
ela declara e atesta a sua total incompetência e miséria. Devemos estar cientes de que
somos incapazes de optar naturalmente por Deus. Isso só é possível quando somos
chamados eficazmente pelo Santo Espírito de Deus, que nos habilita a aceitar a salvação
em Cristo Jesus.
humano, conferindo-lhe algum mérito e direito na sua própria salvação. A condição de
“morto” não é agradável ao ser humano. O homem natural se rebelou contra Deus para
ser soberano sobre si mesmo. Assim, confessar completa dependência do Senhor para a
sua salvação não é agradável ao coração humano. Tenta-se desesperadamente marcar um
“gol de honra”, algo que possa dar ao homem a possibilidade de dizer “pelo menos
isso…”. O ser humano não tende a gostar da graça quando o assunto é salvação, porque
ela declara e atesta a sua total incompetência e miséria. Devemos estar cientes de que
somos incapazes de optar naturalmente por Deus. Isso só é possível quando somos
chamados eficazmente pelo Santo Espírito de Deus, que nos habilita a aceitar a salvação
em Cristo Jesus.
Rev. Jair de Almeida Júnior.
Via:Doutrinas da Graça
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