Os Adventistas são arminianos, isto é, diferente dos calvinistas acreditam que o fator decisivo para determinar a salvação é a decisão do Homem. Que ele é livre para aceitar ou rejeitar a salvação quando confrontado pelo evangelho.
Os Adventistas seguindo ao arminianismo acreditam que o primeiro passo em direção a salvação ocorre por parte de Deus, o homem pode assim tomar a sua decisão por Cristo.
Não desejamos discutir aqui as implicações da teologia calvinista e arminiana, mas sim como o conceito de “morte” que os adventistas possuem afeta suas afirmações sobre o livre arbítrio, tornando ele uma ilusão ou impossibilidade.
Em Efesios 2.1 lemos que ele nos deu vida estando nós mortos em delitos e pecados.
Em Efesios 2.1 lemos que ele nos deu vida estando nós mortos em delitos e pecados.
Espiritualmente, os homens estão mortos, sem vida em seus delitos e pecados.
Os Adventistas entendem que a morte é um estado de absoluta inconsciência, os mortos nada sabem sentem e nada podem fazer, seu conceito é; o homem perece na morte, o conceito de “alma” não é imaterial, alma é a própria pessoa, quando a pessoa morre, a alma morre.
Um morto portanto, não tem livre arbítrio e nem vontade liberdade para reagir, pois lhe falta o princípio da vida que o capacita a realizar decisões.
Todos nascemos neste estado de morte e pecados, todos estão debaixo da condição de morte espiritual.
Todos nascemos neste estado de morte e pecados, todos estão debaixo da condição de morte espiritual.
COMO ISTO AFETA A IDEIA ADVENTISTA DO LIVRE ARBÍTRIO?
Se a pessoa está morta em pecados sem vida, como pode ouvir e responder ao evangelho salvador de Cristo, uma vez que a morte significa ausência de vida?
A pergunta é: Como um morto espiritual sem vida é livre para rejeitar ou aceitar a salvação?
Com certeza, se adotarmos o conceito de morte seguido pelo Adventismo a resposta só pode ser uma, morto não tem volição ou vontade para nada!
Com certeza, se adotarmos o conceito de morte seguido pelo Adventismo a resposta só pode ser uma, morto não tem volição ou vontade para nada!
Por outro lado, a coisa complica para a teologia adventista que define o sentido de morte como inexistência.
O Adventismo seguindo o arminianismo fala como vimos em Deus dar o primeiro passo em direção aos pecadores, isto é certo, mas não ajuda a eles nem um pouco vejamos:
A forma de Deus tratar com os mortos é antes de tudo uma ressurreição, um dar vida para que eles possam ouvir sua voz e reagir e sair da condição de mortos, seja no sentido de morte natural física ou da morte em pecados, a bíblia é clara neste ponto, então se o conceito de morte adventista procede o primeiro passo de Deus em direção aos mortos em delitos e pecados e dar vida ou vivificar estes através de uma ressurreição espiritual.
Se os adventistas admitirem esta linha de raciocínio, a teoria de livre arbítrio para rejeitar ou aceitar a salvação sofre um duro golpe, pois quem recebe vida e é ressuscitado não tem como rejeitar algo que já recebeu – a vida espiritual ou a salvação!
A única porta para sair do estado dos mortos é ser vivificado, isto corresponde ao novo nascimento ou regeneração salvação.
Dois problemas adicionais permanecem sem elucidação pelos Adventistas:
A única porta para sair do estado dos mortos é ser vivificado, isto corresponde ao novo nascimento ou regeneração salvação.
Dois problemas adicionais permanecem sem elucidação pelos Adventistas:
Porque Deus não vivifica todos os mortos em pecados dando vida a eles?
E porque ele vivifica a alguns e não todos?
A resposta refugiada no livre arbítrio não funciona para a teologia Adventista que define morte como inabilidade total.
O conceito de morte como inexistência é que não se encaixa na ideia de poder os mortos terem livre arbítrio para isso ou para aquilo.
O conceito de morte como inexistência é que não se encaixa na ideia de poder os mortos terem livre arbítrio para isso ou para aquilo.
Guilherme Rosa
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