Em um postagens anterior chamado, “O Anticristo Católico Romano”, eu compartilhei uma citação do Pacto Nacional Escocês. Ele inclui uma lista dos ensinos heréticos e práticas abomináveis católicos romanos. Eu queria tomar um tempo para explicar um tópico difícil. Por “difícil”, significa difícil em aceitar por causa das muitas visões sobre o fim dos tempos. Nós temos que admitir que isso é uma visão rara na igreja hoje em dia. Através de uma série de postagens eu mostrarei motivos do porquê os reformadores tinham a visão de que o ofício do Papa é o homem do pecado (2 Tessalonicenses 2), o anticristo (1 João 2) e a besta do Apocalipse (Apocalipse 13).
A Confissão de Westminster
A visão do homem do pecado é confessional. Os teólogos de Westminster acharam que era tão importante que eles incluíram-na em sua confissão de fé. Eles não incluíram cada doutrina particular na confissão mas eles escolheram não excluir essa. Também está incluída na Confissão de Fé Batista de Londres de 1689. Aqui é o que está dito na Confissão de Westminster, capítulo 25:
“VI. Não há outro Cabeça da Igreja senão o Senhor Jesus Cristo; em sentido algum pode ser o Papa de Roma o cabeça dela, mas ele é aquele anticristo, aquele homem do pecado e filho da perdição que se exalta na Igreja contra Cristo e contra tudo o que se chama Deus.”
Eles também mostraram provas escriturísticas para essa posição:
Mateus 23:8-10
“Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos.
E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus.
Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo.”
E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus.
Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo.”
2 Tessalonicenses 2:3-9
“Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição,
O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.
Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco?
E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado.
Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora o retém até que do meio seja tirado;
E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;
A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira,”
O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.
Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco?
E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado.
Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora o retém até que do meio seja tirado;
E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;
A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira,”
Apocalipse 13.6
E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu.
E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu.
O Anticristo e o homem do pecado
O título “anticristo” vem de 1 João 2.18-23:
“Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora.
Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós.
E vós tendes a unção do Santo, e sabeis todas as coisas.
Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade.
Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho.
Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; mas aquele que confessa o Filho, tem também o Pai.”
Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós.
E vós tendes a unção do Santo, e sabeis todas as coisas.
Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade.
Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho.
Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; mas aquele que confessa o Filho, tem também o Pai.”
Alguns gostam de separar o anticristo, o homem do pecado e a besta mas historicamente eles sempre foram os mesmos. Isto não é uma lista exaustiva mas é o suficiente.
“Os seguintes teólogos consideraram a besta do mar de Apocalipse 13 como o anticristo: Irenaeus (A.D. 185), Tertullian (200f), Cyprian (250), Victorinus (300), Lactantius (315), Ephraim (370), Ambrose (390), Augustine (430), Primasius (560), Andreas of Caesarea (580), Bede (730), Berengaud (830), Walafrid Strabo (840), Haymo (850), Bruno Segni (1120), Peter Waldo (1120), Bernard of Clairvaux (1130), Richard of St. Victor (1170), Joachim of Floris (1200), Eberhard of Salzburg (1240), Pierre Jean d’Olivi (1240), Albert the Great (1280), Ubertino of Casale (1305), John Wycliffe (1384), Walter Brute (1390), Matthias of Janow (1394), John Purvey (1428), John Huss (1415), Tyndale (1536), Osiander (1552), Joye (1553), Bale (1563), Von Amsdorff (1565), Virgil Solis (1567), Conrad (1570), Jewel (1571), Bullinger (1575), John Foxe (1587), John Napier (1593), Pacard (1604), Brightman (1614), Cappel (1615), David Pareus (1618), Cramer (1619), James the First (1625), Alsted (1627), Mede (1631), Grotius (1640), Gerhard (1643), Helwig (1643), John Cotton (1652), Tillinghast (1655), Durham (1657), Holyoake (1658), Cocceius (1669), Increase Mather (1669), Spener (1670), Sherwin (1670), Goodwin (1680), Roger Williams (1683), Jurieu (1687), Phillipot (1695), Cotton Mather (1696), Fleming (1701), Matthew Henry (1712), Cressener (1718), Daubuz (1720), Burnet (1724), Sir Isaac Newton (1727), De Bionens (1729), Pyle (1735), John Willison (1745), Jonathan Edwards (1747), Bengel (1752), Aaron Burr (1757), Isaac Backus (1767), Petri (1768), John Gill (1771), Langdon (1774), Bishop Thomas Newton (1782), Hans Wood (1787), Ben Gale (1788), Thomas Scott (1788), John Wesley (1791), Samuel Hopkins (1793), Timothy Dwight (1796), Jeremy Belknap (1798), Faber (1806), Romeyne (1808), Elias Smith (1808), Andrew Fuller (1810), Cunninghame (1813), Alexander Keith (1828), Robert Scott (1834), Junkin (1836), Hinton (1842), Bishop Elliott (1844), Albert Barnes (1851) and most Protestant commentators from then onward prior to the Church’s later and massive collapse into theological liberalism.” – John’s Revelation Unveiled
O afastamento da combinação entre o homem do pecado e o anticristo acontece devido à descrição de cada um. O anticristo parece ser aquele contra Cristo, enquanto o homem do pecado não parece ser contra Cristo porque ele afirma ser ele. Mas não é ser contra Cristo alguém afirmar ser Deus quando eles não são? Claro que é! A descrição do homem do pecado, que afirma ser Deus, encaixa na descrição do anticristo. Aliás, a palavra “anti” na linguagem original nem sempre significa “contra” mas também pode significar “ao invés de” ou “no lugar de”. Se isso é verdade, então o anticristo seria alguém que tomaria o lugar de Cristo. A palavra “anti” é usada dessa maneira em diversos momentos na Escritura.
Marcos 10.45
“Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate *de* muitos.”( No texto em inglês, ele destacou a palavra “for”, que na tradução mais literal seria “por”).
Lucas 11.11
“E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará *por* peixe uma serpente?”
1 Coríntios 11.15
“Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado *em lugar de* véu.”
A Visão Universal entre os Reformadores
A visão de que o anticristo, o homem do pecado e a besta é ofício do papado também era universal entre os reformadores. Isso não significa que era a única visão porque não era. Era mantida pela maioria da igreja reformada. Aqui está outra lista de Francis Nigel Lee dos teólogos que acreditaram que a besta do Apocalipse é o papado.
“Os seguintes teólogos, seguindo as “prefigurações” em 840 por Walafrid Strabo, consideraram a besta do mar de Apocalipse 13 como o papado “em embrião:Peter Waldo (1120 A.D.), Eberhard of Salzburg (1240), John Wycliffe (1384), Matthias of Janow (1394), John Purvey (1428), John Huss (1415), Tyndale (1536), Osiander (1552), Joye (1553), Bale (1563), Von Amsdorff (1565), Virgil Solis (1567), Conrad (1570), Jewel (1571), Bullinger (1575), James the First (1625), Helwig (1643), Cocceius (1648), John Cotton (1652), Tillinghast (1655), Thos. Goodwin (1680), Roger Williams (1683), Phillipot (1695), Cotton Mather (1696), Cressener (1718), Sir Isaac Newton (1727), Burnet (1724), Bengel (1740), John Willison (1745), Jonathan Edwards (1747), Bengel (1752), Aaron Burr (1757), Isaac Backus (1767), John Gill (1771), Bishop Thomas Newton (1782), John Wesley (1791), Samuel Hopkins (1793), Timothy Dwight (1796), Jeremy Belknap (1798), e a maioria dos comentaristas protestantes como David Brown e Bonar e Fairbairn de 1800 em diante – antes do colapso massivo da igreja no liberalismo teológico (como resultado do chamado “Iluminismo” e da Revolução Francesa – John’s Revelation Unveiled
fonte: https://covenanterreformation.wordpress.com/…/the-pope-the-man-of-sin-part-1
Tradução Gabriel de Oliveira
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