UMA NOVA CANÇÃO
O estilo e o formato das canções gospel foram emprestados diretamente da música popular do fim do século XIX. O homem considerado geralmente o pai da música gospel é Ira Sankey, um cantor e compositor talentoso que alcançou a fama à sombra de D. L Moody. Sankey era o solista e o líder de louvor das campanhas evangelísticas de Moody, na Inglaterra e Estados Unidos.
Sankey queria um estilo de música mais simples, mais popular e mais apropriado ao evangelismo do que os hinos clássicos das igrejas. Por isso, ele começou a escrever canções gospel – curtas em sua maioria, simples e com refrões, segundo o estilo da música popular de seus dias. Sankey cantava cada verso como um solo, e a congregação o acompanhava no refrão. Embora a música de Sankey tenha provocado, a princípio, alguma controvérsia, a sua forma se espalhou pelo mundo quase imediatamente, e nos primeiros anos do século XX poucos hinos novos e valiosos foram acrescentados aos hinários modernos.
Antes de Sankey, a maioria dos compositores de hinos eram pastores e teólogos – homens hábeis em lidar com as Escrituras e a sã doutrina. Com a mudança para a música gospel, qualquer um com talento poético se sentiu qualificado para escrever música sacra. Afinal de contas, a nova música deveria ser um testemunho pessoal, e não algum tipo de trabalho doutrinário sublime.
Antes de Sankey, os hinos eram compostos com propósito deliberado, consciente e didático. Eram escritos para ensinar e reforçar os conceitos bíblicos e doutrinários no contexto da adoração dirigida a Deus. Em outras palavras, o tipo de adoração que os hinos incorporavam exigia o uso do intelecto humano. Eles visavam louvar a Deus, por exaltar e proclamar a sua verdade de um modo que aumentasse a compreensão da verdade por parte do adorador. Os hinos criaram um padrão de adoração que era racional e emocional. E isso era perfeitamente bíblico. Afinal de contas, o primeiro e maior mandamento nos ensina a amar a Deus com todo o nosso coração, alma e entendimento (Mt 22.37). Jamais ocorreria aos nossos pais espirituais que a adoração era algo a ser feito com a mente subjugada. A adoração que Deus busca é adoração em espírito e em verdade (Jo 4.23-24).
Mas, nos últimos 150 anos, o conceito popular de adoração tem mudado tão radicalmente quanto os estilos de música que cantamos. Em nossos dias, a adoração é, com frequência, caracterizada como algo que acontece quase fora do âmbito do intelecto. Esta noção destrutiva tem feito surgir vários movimentos perigosos na igreja contemporânea. E, provavelmente, alcançou o seu ápice no fenômeno conhecido como Bênção de Toronto, no qual risos irracionais e outras emoções rudes eram considerados a forma mais pura de adoração e uma prova visível da bênção divina.
Assim como argumentei em vários de meus livros publicados, creio que esta noção moderna de adoração, como uma atividade sem a utilização da mente, tem causado grande prejuízo às igrejas. Tem levado a uma ênfase decrescente na pregação e no ensino e produzido uma ênfase crescente no entretenimento da congregação, em fazer as pessoas sentirem-se bem. Tudo isso deixa os membros da igreja sem instrução e incapazes de discernir, numa ignorância tola quanto aos perigos ao seu redor.
Esse anti-intelectualismo tem infectado nossa música também. Talvez foi a música banal e frívola que colocou em primazia tamanho anti-intelectualismo. É possível que a música cristã contemporânea tenha preparado, mais do que qualquer outra coisa, o caminho para o tipo de pregação superficial, leviana e sem conteúdo que predomina em nossos dias.
Sankey queria um estilo de música mais simples, mais popular e mais apropriado ao evangelismo do que os hinos clássicos das igrejas. Por isso, ele começou a escrever canções gospel – curtas em sua maioria, simples e com refrões, segundo o estilo da música popular de seus dias. Sankey cantava cada verso como um solo, e a congregação o acompanhava no refrão. Embora a música de Sankey tenha provocado, a princípio, alguma controvérsia, a sua forma se espalhou pelo mundo quase imediatamente, e nos primeiros anos do século XX poucos hinos novos e valiosos foram acrescentados aos hinários modernos.
Antes de Sankey, a maioria dos compositores de hinos eram pastores e teólogos – homens hábeis em lidar com as Escrituras e a sã doutrina. Com a mudança para a música gospel, qualquer um com talento poético se sentiu qualificado para escrever música sacra. Afinal de contas, a nova música deveria ser um testemunho pessoal, e não algum tipo de trabalho doutrinário sublime.
Antes de Sankey, os hinos eram compostos com propósito deliberado, consciente e didático. Eram escritos para ensinar e reforçar os conceitos bíblicos e doutrinários no contexto da adoração dirigida a Deus. Em outras palavras, o tipo de adoração que os hinos incorporavam exigia o uso do intelecto humano. Eles visavam louvar a Deus, por exaltar e proclamar a sua verdade de um modo que aumentasse a compreensão da verdade por parte do adorador. Os hinos criaram um padrão de adoração que era racional e emocional. E isso era perfeitamente bíblico. Afinal de contas, o primeiro e maior mandamento nos ensina a amar a Deus com todo o nosso coração, alma e entendimento (Mt 22.37). Jamais ocorreria aos nossos pais espirituais que a adoração era algo a ser feito com a mente subjugada. A adoração que Deus busca é adoração em espírito e em verdade (Jo 4.23-24).
Mas, nos últimos 150 anos, o conceito popular de adoração tem mudado tão radicalmente quanto os estilos de música que cantamos. Em nossos dias, a adoração é, com frequência, caracterizada como algo que acontece quase fora do âmbito do intelecto. Esta noção destrutiva tem feito surgir vários movimentos perigosos na igreja contemporânea. E, provavelmente, alcançou o seu ápice no fenômeno conhecido como Bênção de Toronto, no qual risos irracionais e outras emoções rudes eram considerados a forma mais pura de adoração e uma prova visível da bênção divina.
Assim como argumentei em vários de meus livros publicados, creio que esta noção moderna de adoração, como uma atividade sem a utilização da mente, tem causado grande prejuízo às igrejas. Tem levado a uma ênfase decrescente na pregação e no ensino e produzido uma ênfase crescente no entretenimento da congregação, em fazer as pessoas sentirem-se bem. Tudo isso deixa os membros da igreja sem instrução e incapazes de discernir, numa ignorância tola quanto aos perigos ao seu redor.
Esse anti-intelectualismo tem infectado nossa música também. Talvez foi a música banal e frívola que colocou em primazia tamanho anti-intelectualismo. É possível que a música cristã contemporânea tenha preparado, mais do que qualquer outra coisa, o caminho para o tipo de pregação superficial, leviana e sem conteúdo que predomina em nossos dias.
Ouro de Tolo? - John MacArthur (pags 118/122/123/124)
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