O CRIME ESQUECIDO DOS ARMINIANOS EMBRIONÁRIOS



Muita gente nunca ouviu falar do monge alemão Gottschalk. Ele viveu no século 9 e, estudando a Bíblia e as obras de Agostinho, chegou à conclusão de que a eleição de Deus para a salvação é baseada na sua livre graça e não depende da presciência. Ele também concluiu que Cristo morreu somente pelos eleitos e que os demais foram preordenados para a perdição. Isso lembra alguma vertente teológica mais recente? É claro que sim. Essas doutrinas compõem o que hoje chamamos de Calvinismo.

Pois bem, Gosttschalk foi acusado de heresia e seus oponentes disseram que, diferente do que ele ensinava, a eleição de Deus se baseava na sua presciência (do contrário ele seria injusto) e que Cristo morreu também pelos que não creriam. Segundo seus inimigos, a doutrina ensinada por Gottschalk gerava uma segurança carnal nos cristãos, o que os deixaria se sentindo livres para pecar. Já viram essas críticas em algum lugar? Ora, isso é arminianismo puro!

Bom, o resultado desse embate foi que Gottschalk foi condenado por um sínodo liderado por seus inimigos. Ele foi deposto do sacerdócio e açoitado publicamente com tanta crueldade que quase morreu. Seus escritos foram queimados e ele foi lançado numa prisão por vinte anos, onde finalmente morreu, em 868. Durante sua enfermidade final, o pobre defensor da graça pediu para tomar a Ceia, mas os seus oponentes negaram isso a ele.

Por Marcos Granconato
Via:Perfil do Facebook do autor

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