"Pode um Molinista escapar da acusação de que eles adotaram uma forma de fatalismo capaz de fazer o mais radical dos hiper-calvinistas hesitar? Segundo Richard Muller:
Se existe um conhecimento médio em Deus, dependente de 'objetos externos', então existe uma prioridade eterna dessas criaturas ou eventos criáveis antes de Deus e a “criatura não dependerá de Deus apenas, mas ao contrário, Deus dependerá das criaturas como seus exemplares. Esta dependência divina, por sua vez, disputaria a certeza absoluta de existência de futuros contingentes 'antes de todo o decreto divino' e, dada a absoluta certeza de tais contingentes, introduz-se uma necessidade causal em seus efeitos – isto é, a necessidade do consequente, que, da perspectiva de um ato ou coisa consequente é uma absoluta necessidade. A concepção radical de presciência que insiste sobre uma presciência divina de condicionais como condicionais, em outras palavras, reifica os condicionais, coloca eventos e coisas fora do propósito divino, e hipostatiza uma ordem de ocorrência que, portanto, incide negativamente sobre a vontade divina. Assim, aqueles que ‘estabelecem os eventos futuros como anteriores ao decreto de Deus, introduzem o fatalismo estóico, ou seja, uma interconexão de coisas independente de Deus'. Esta é a implicação da teoria do conhecimento médio, especialmente da versão sociniana. A tentativa de obter liberdade em detrimento da divina causalidade resulta, portanto, em um novo fatalismo, uma substituição do propósito divino todo abrangente por um modelo de necessidade natural cega".
Four Views on Divine Providence. Resposta de Paul Kjoss Helseth a William Craig.
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