O argumento ontológico é um dos argumentos para existência de Deus mais debatido na história da filosofia. Esse argumento conta com uma longa lista de defensores como de detratores, entre os seus defensores temos Anselmo, Descartes, Leibnz e na atualidade o filósofo analítico Alvin Plantinga. Entre os seus críticos temos Gaunilo, Tomás de Aquino, David Hume e Kant.
O argumento surge a partir de uma reflexão de Anselmo se não seria possível fornecer um argumento sem ajuda de nenhum outro que pudesse demonstrar a existência de Deus. Partindo do mesmo método que ele utiliza no monológico, que era tentar demonstrar a existência de Deus e dos seus atributos apenas pela razão, isto é, sem nenhum auxílio da revelação especial de Deus. O argumento que ele apresenta é o seguinte:
P1. Deus é o maior ser que pode ser concebido.
P2. Se Deus não existe na realidade, então podemos conceber um ser maior que Deus.
C. Logo, Deus existe tanto na mente como na realidade.
Em defesa de P1 Anselmo argumenta que mesmo as pessoas que negam a existência de Deus entendem que o que está sendo enunciado, mas se isso acontece, então essas pessoas tem essa ideia pelo menos na mente, mesmo que não concebam Deus como existente na realidade.
Ele também explica que compreender um objeto qualquer na inteligência e compreender que objeto existe são coisas distintas. Anselmo cita o exemplo do pintor, um pintor quando imagina a obra que vai fazer, sem dúvida, possui na sua mente a ideia dessa obra, porém nada compreende da existência real da mesma, pois ela ainda não executou a obra. Quando ele tiver pintando a obra, então ela não a possuíra apenas na mente, mas também pensará ela como existente, porque já executou. Da mesma forma aquele o que nega a existência de Deus, pois quando ouve a frase O ser maior que pode ser concebido, ele consegue compreender e tudo que se compreende se existe na mente.
Em defesa de P2 Anselmo argumenta que o ser maior que pode ser concebido não pode existir apenas mente, pois se ele existisse apenas mente nós poderíamos pensar num ser maior do que ele que fosse existente tanto na mente como na realidade. E isso implicaria numa contradição lógica, pois é impossível afirma a existência de um ser que seja maior do que o maior ser que pode ser concebido. Logo, Anselmo argumenta que essa premissa é inegável. Disso ele conclui que a existência Deus é logicamente inegável e que por isso o insipiente não teria como fugir dela.
Via:Perfil do Facebook Marciel Argentina
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