A Inerrância dos Autógrafos - Greg Bahnsen

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Ao dirigir-se à casa e aos amigos de Cornélio, Pedro relatou detalhadamente como o ministério ungido, ou messiânico, de Jesus de Nazaré culminara com sua morte e ressurreição (At 10.36-40). Depois da ressurreição, Cristo apareceu às testemunhas escolhidas, a quem ele incumbira de pregar ao povo e de testificar que Deus fizera dele juiz escatológico da humanidade (cf. v. 41,42). Segundo o próprio Cristo, todos os profetas testemunharam a seu respeito ao dizer que, pelo seu nome, todos os que acreditassem teriam remidos os seus pecados (v. 43). Aqui temos exposto o coração da proclamação evangélica, bem como a comissão vital de que ele deveria ser proclamado a todos os confins para o bem eterno do homem. É óbvio que a proclamação dessa mensagem em sua forma correta era crucial para que seus ouvintes pudessem escapar à ira vindoura e desfrutar da genuína remissão de pecados por meio de Cristo. Um evangelho diferente, ou distorcido, não passaria, portanto, de anátema; as boas-novas que dão vida aos que as acolhem não poderiam ter origem no homem, e sim na revelação de Jesus Cristo (Gl 1.6-12)

Assim, Pedro nos informa que a pregação do evangelho (a respeito da qual o Espírito de Cristo testificou no AT) pelos apóstolos no NT deu-se por meio do Espírito Santo enviado do céu (1 Pe 1.10-12). A exemplo do que ocorre com toda profecia genuína, essa proclamação evangélica não se deu pela vontade humana; Deus falou por meio do Espírito aos homens (2Pe 1.21). De acordo com a promessa de Cristo, esse Espírito enviado do céu para inspirar a pregação do evangelho guiou os apóstolos em toda a verdade (Jo 16.13). Como Espírito da verdade, não poderia permitir a intromissão de erros nas boas-novas de vida trazidas por Cristo e anunciadas pelos apóstolos. Sua mensagem, portanto, é inerrante. Além disso, os apóstolos exprimiram-se por meio de palavras ensinadas pelo Espírito de Deus (1Co 2.12,13); e esse mesmo Espírito que falava por intermédio deles controlava tanto o que era dito como também o modo de dizer (v. Mt 10.19,20). Portanto, de acordo com o testemunho da própria Escritura, a forma verbal e o conteúdo do registro apostólico da mensagem evangélica são integralmente verdadeiros e isentos de erros. 



Continua......


Via:Monergismo

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