O
seguinte artigo é um sumário do livro “Uma Introdução à Filosofia Cristã” [de
Gordon H. Clark]
1ª-
Palestra um: Filosofia Secular
A epistemologia secular
(epistemologia é geralmente definida como “como o conhecimento é possível”)
tenta definir o universo generalizadamente numa fórmula materialística. Todo
pensamento requer algum tipo de classificação para realizar-se. Esse é o porquê
das “Ideias” de Platão, ou as primeiras categorias de Aristóteles terem um
proeminente lugar na filosofia secular como ponto de começo para a discussão.
Tal empirismo, é necessário para compreender a visão secular do homem, como
esses em suas explanações das ideias epistemológicas. Embora a lei da
não-contradição destrua o empirismo dos antigos, para entender como o fluxo do
pensamento progrediu através do tempos, deve-se levar um tempo para avaliar
Platão e Aristóteles, para não falar de Hegel e Dewey.
Depois do empirismo, o
filósofo responsável deve levar em conta a Ciência. A categoria a priori de
causa de Kant era suposto a definir a estrutura para a ciência onde o ceticismo
de Hume falhou. Se alguém aceita esses conceitos a priori, então nada mais do que
uma quantia de empirismo é necessário para garantir a universalidade da lei
física, e a possibilidade de predicação. Mas Kant só queria fazer que a física
fosse possível, não real; mas isso rudemente falha nas categorias (categorias
de Kant) e não faz a física possível. Isso leva os cientistas a confiar na
escolha observacional, ao em vez de alcançar a verdade última. Ao fazê-lo, uma
lei natural não pode ser determinada por eles em tudo – de jeito ou de outro.
Não há nada nos métodos científicos que permitem que os cientistas determinem
usar uma lei sobre a outra. As leis da física nem são descobertas nem
descrições. O cientista tem um número igual de escolhas a fazer, e por causa
disso, falha em determinar abrangir a lei correta. Somente alguém onisciente
poderia fazer isso. Se a ciência não pode explicar as obras da natureza, ou
identificar compreensivelmente os elementos de sua composição, então
materialistas, naturalistas e ateístas, que tem muitas vezes aclamado de forma
dogmática a autoridade científica para suas visões, são deixados sem nenhum
fundamento para trabalhar. Por exemplo, se a ciência não pode estabelecer uma
metafísica mecanicista, então também não pode estabelecer uma lei da gravidade
ou a segunda lei da termodinâmica.
A ciência substituiu
consistentemente velhas leis por outras novas, à medida que novas informações
emergiram. Como resultado, a ciência não é cognitiva. Se a ciência é meramente
reconhecida como manipulação, então alguém pode assumir que é
surpreendentemente bem-sucedido. No entanto, a “ciência do cientismo”
(naturalismo como um processo cognitivo) é um completo fracasso.
A filosofia secular também
falha nas suas tentativas em Ética. Depois de Kant, o próximo grande domínio da
filosofia era o utilitarismo, que ensina que o bem é o maior prazer. Mas isso
imediatamente falha porque ninguém pode “prever” ou “estimar”, os prazeres e as
dores que duas linhas de ação produzirá para ele, muito menos o grande bem de
uma nação. O utilitarismo não produz a moralidade, ou fundamento da moralidade,
que seu sistema assume. O que é bom? Como o bom é definido? No momento em que
essas questões são colocadas, o utilitarismo desmorona. Moralidade não pode ser
deixada a um código social. Os estupradores não tem o luxo de afirmar que a
violação para eles é prazerosa, logo, é o bem supremo. Uma sociedade utilitarista
não permitiria isso, e por não permitir isso, se tornaria evidente a sua
própria inconsistência. Reduzir a ética à uma preferência pessoal, é embaraçoso
para qualquer visão filosófica. O existencialismo também faz isso ao tentar
discernir a ética, porque rejeita uma verdade última. Mas, então, como a
verdade pode ser conhecida de qualquer maneira, ou melhor, a verdade da moral?
A filosofia secular falha em
estabelecer o conhecimento em geral, e mais particularmente, a religião. A
metafísica e a religião gira em torno de uma identificação pessoal com um
ideal. No entanto, se o “ideal” é desconhecido ou indefinível num sentido absoluto, ou que esse “ideal” não
tenha comunicado alguma proposição reveladora ao sujeito, como poderia o
“ideal” ser conhecido de qualquer maneira relevante? O humanismo realmente é a
“religião” do mundo secular. O homem, neste caso, é o ideal. No entanto, o
humanismo tenta criar ideais como amizade, verdade e beleza. Como a amizade,
verdade e beleza são universalmente e absolutamente definidos? Eles são
definidos por uma ordem social? Se assim for, eles falham novamente em
estabelecer uma norma para todas as pessoas, para todos os tempos. De novo, o
estuprador tem uma palavra a dizer e Hitler é seu amigo também.
2ª-
Palestra: O Axioma da Revelação
A experiência não pode dar
uma maneira para julgamentos universais. Isso é uma impossibilidade porque
nenhuma experiência é universal. Mesmo Hume demonstrou que nossa experiência é
limitada ao passado e na inexistência do futuro, já que o futuro não aconteceu.
Uma vez que tais pressupostos seculares defeituosos falharam em sua tentativa
de justificar a realidade última, a única conclusão que se deixa é a revelação
dada à humanidade.
A revelação torna o
conhecimento possível ou estabelece normas éticas? Axiomas não podem ser
deduzidos de teoremas anteriores. Isso significa que o axioma é julgado, não criado.
Pode-se tentar Deus ou
tentar o ateísmo (que falha miseravelmente). Ou a revelação deve ser aceita
como um axioma ou não há nenhum conhecimento possível de Deus (ou revelação
natural ou revelação especial). Em ambos os caos, a revelação foi dada por
Deus, através de Sua Palavra (ou a palavra falada na criação do universo ou o
Logos e a revelação especial nas Escrituras). Um axioma abrangente desta
maneira, engole todos os problemas que a filosofia secular traz à mesa de um só
vez. A inspiração verbal não pode ser assumida antes de lhe dar e compreender a
lei da não-contradição. As Escrituras sem lógica não poderia ter sentido. Esse
é o ponto de João 1:1, “No princípio era [o logos]”. Literalmente isso é
lógica. A lógica era, então, desde o princípio. Cristo é a eterna lógica de
Deus. Essa lógica é conhecida ao homem (i.e. ilumina cada homem em sua
racionalidade – a imagem de Deus é a sua lógica e a faculdade de pensamento
sobre os animais (como Pascal disse “Toda a nossa dignidade consiste de
pensamento”)), e revelado nas Escrituras mais especificamente. A Bíblia
expressa a mente de Deus. Filipenses 2:5 “que a mesma mente esteja com vocês,
como também estava em Cristo.” As Escrituras dão uma definição e conteúdo, sem
a qual os axiomas são inúteis.
A religião cristã não é uma religião
de emoções, mas fundamentalmente é aceitação de uma mensagem inteligível.
Somente aqueles que imediatamente são trabalhados pelo poder Espírito Santo
podem entender esta mensagem com uma mente transformada (João 3:3), mas é a fé
derivada da mensagem da Bíblia que estabelece o que é para se crer.
3ª-
Palestra: Várias Implicações
Várias tentativas na
epistemologia “cristã” tem sido propagada. Herman Dooyeweerd tentou criar um
axioma usando pontos históricos para o conhecimento. Mas por exemplo, Dooyeweerd
deturpa o significado “histórico” e o que Gênesis é como uma narrativa. Como se
pode determinar, de acordo com ele, a diferença entre um evento cósmico (que de
acordo com Dooyeweerd era a base para todo ato temporal) e o que não é?
Spengler e Toynbee também tentaram explicar como a história operava em relação
à fé. Eles dizem que padrões na história são impossíveis, os eventos
individuais não são importantes e toda explicação da história é subjetiva. Isso
faz com que a história pareça bastante fraca, incluindo a natureza objetiva da
cruz! Sem revelação, que é histórica, não há possibilidade de desenvolver
qualquer significado para qualquer vida. Revelação explica o significado da
história.
A revelação não só
interrompe o humanismo da religião e da ética, mas também da política. Como se
vê na natureza, isso determinará o governo e a política. Um é indispensável
para o outro. A autoridade civil é determinada pelo decreto Divino, e sem esse
decreto, qualquer um cairá nos apelos do totalitarismo ou na anarquia.
A teoria ética deve ter a
vontade revelada de Deus para fazer sentido moral. Sem a revelação verbal a
ética é impossível. A Escritura dá aos homens os requisitos necessários para
determinar o que é verdadeiro ou falso baseado no conhecimento e no poder de
Deus. Sem essa revelação, o subjetivismo governaria e a teoria ética de
qualquer tipo é impossível, uma vez que se basearia na experiência subjetiva e
não na verdade axiomática. Esse é o motivo, que os dez mandamentos provê uma
base fundamental para o dever que Deus requer do homem, e o motivo pelas quais os teóricos seculares
fazem tudo que podem para destruir essas leis, a fim de estabelecer um
subjetivismo e um relativismo que destrua as nações (Hilter, Stalin e Ghangis
Khan).
Na religião, os axiomas são
igualmente necessários. Eles são vitais. Sem um Deus que fale a verdade, alguém
teria um deus que fala contradições que não se pode confiar, e de novo, uma
volta ao subjetivismo ou existencialismo ou alguma forma de estrutura
relativista para “cumprir”. Se Deus não deu ao homem uma revelação verbal para
crer a respeito da verdade soteriológica, não haveria nenhuma maneira pelo qual
o homem pudesse chegar a um completo conhecimento da verdade ou um axioma
soteriológico sobre a verdade. A filosofia secular é demonstravelmente patética
em suas tentativas para resolver os problemas relacionados ao conhecimento,
história, ética e religião. A revelação verbal de Deus, resolve todos esses problemas enfaticamente.
Extraído de: http://www.apuritansmind.com/apologetics/introduction-to-the-writings-of-dr-gordon-clark/1764-2/
Tradução: Igor Wirandé
Revisão: Edu Marques
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