“…Pergunta V – Pode o
Magistrado Civil assumir para si próprio a administração da palavra e
sacramentos, ou o poder das chaves do reino dos céus?
Não. (2Cr 26:18; Mt 18:17;
Mt 16:19; 1Co 12:28,29; Rm 10:5; Hb 5:4)
Bem, então, não erram os
Erastianos, aqueles que mantém que o Magistrado Civil tem em si próprio todo o
poder da igreja; e muitos administram os sacramentos, e pregam a palavra, e
podem exercitar o poder do reino dos céus?
Sim.
Por quais razões eles são refutados?
Primeiro, Porque Cristo não
tem dado tal poder a magistrados: como evidentemente aparece de todas aquelas
partes da Escritura, onde é feita menção das chaves. Não há nelas qualquer
sílaba do magistrado civil, Mt 18:17 e Mt 16:15,19.
Segundo, Se o poder das
chaves do reino dos céus estivesse de acordo com o magistrado, na qualidade de
magistrado, então ele deveria concordar com todo magistrado, ainda que o
magistrado fosse um descrente, ou uma mulher, que é absurdo.
Terceiro, Um magistrado, enquanto
um magistrado, não é um ministro da igreja, como é evidente de todas os
registros da igreja. Pois neles, você não vai encontrar qualquer menção de
magistrado, Ef 6:2; Rm 12:7-8; 1Co 11:8-10.
Quarto, Porque antes que
existisse um magistrado Cristão no mundo, a igreja exercitava todos os atos de
jurisdição de igreja e governo. A igreja ordenava ministros e pastores, 1 Tm.
4:14. E infligia a censura de excomunhão, 1 Co 5:5. E atenuava o arrependido da
censura; convocava um sínodo e estigmatizaram hereges, At 15:5.
Quinto, Porque Deus tem
posto uma diferença entre governo da igreja e o civil, e tem apontado
governantes distintos para eles, 2 Cr 19:8-11.
Sexto, Pois Deus puniu,
severamente, Saul e Uzias, por presumir ofertar sacrifício, o que era próprio
aos sacerdotes apenas, 1Sm 13:9,10,13; 2Cr 26:16-19.”…
David Dickson – Thuth’s Victory Over The Error, A
commentary on the Westminster Confession of Faith , (Chapter XXIII: Of the
Civil Magistrate: Question V)
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