
Seria uma decisão radical e
machista da nossa Igreja? Qual o
fundamento bíblico para agirmos assim? Gostaríamos de iniciar essa
série de estudo sobre esse importante
assunto, desde o Velho Testamento.
A submissão da mulher compreende dois aspectos,
primeiro o natural, conforme sua própria
constituição física,“vaso mais fraco” (I Pedro 3:7) cuja função estabelecida na estrutura
familiar era, “auxiliadora
idônea”(Gênesis 2:20), e “glória do seu marido” (I Coríntios 11:7), mas
com o advento do pecado, conseqüências
drásticas foram impostas ao primeiro
casal e à mulher lhe coube as dores do parto e um agravante na submissão: “E à mulher disse: multiplicarei
grandemente a dor de tua concepção; em
dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará” (Gênesis 3:16).
Isto não significa em absoluto direito de propriedade,
nos moldes escravagista, como atribuem
alguns ignorantes chauvinistas, mas sim uma liderança de amor e responsável por parte do marido.
Contudo, este princípio de submissão,
extrapola os limites do lar e é observado por toda a Escritura. Foi assim com Sara, elogiada pela
sua submissão e piedade (I Pedro 3:5,6),
Rebeca, Raquel, todas se ativeram à sua condição, submissas à liderança espiritual de seus maridos
patriarcas, cumprindo sua missão de mãe.
Alguns argumentam de
modo contrário lembrando das mulheres
que foram profetizas no Velho Testamento
e especificamente citam o caso de Débora que julgou Israel no tempo dos juízes. Quanto às profetizas, o ofício
não exigia o exercício de autoridade,
mas apenas entrega, com fidelidade daquilo que o Senhor dizia por seu intermédio, não era ensino
autoritativo, nem interpretativo. Quanto
ao caso de Débora, é claro que se tratou do juízo de Deus ao Seu povo num momento de confusão e
clara desobediência.”Naqueles dias não
havia rei em Israel; e cada um fazia o
que parecia bem aos seus olhos” (Juiz 21:25). Débora convocou a Baraque para liderar as milícias do Senhor, este
recusou ir só e exigiu a companhia de
Débora, que o advertiu: ”certamente irei contigo; porém não será tua a honra desta expedição, pois à mão
de uma mulher o Senhor vencerá Sísera”
(Juiz 4:9), e de fato coube à Jael a glória da morte do general inimigo. Mas ao final, no seu cântico
de vitória, Débora conclama os homens,
juízes, líderes naturais das tribos de Israel a
reassumirem seus cargos de honra na condução do povo de Deus. É interessante notar que o livro de Juízes,
relata a história de um rei que pediu ao
seu escudeiro que o matasse a espada, porque havia sido ferido mortalmente na cabeça por uma pedra
lançada por uma mulher (Juiz 9:53,54).
Tudo isso para mostrar, que era juízo de Deus a liderança de mulheres, ou ser derrotado por elas. No livro
do profeta Isaias, este opróbrio é
confirmado: “Quanto ao meu povo, crianças são os seus opressores e mulheres dominam sobre eles, Ah!
Povo meu!, os que te guiam te enganam e
destroem o caminho das tuas veredas” (Isaías 3:12).
Não é propósito de Deus, portanto, que as
mulheres exerçam autoridade de homem.
Nem estejam à frente no governo quer dos negócios do mundo ou da Igreja. Orar em público, liderar, governar,
ensinar homens, são exercícios de
autoridade reservados aos homens. O
princípio de submissão que lhe coube por
causa do pecado se estende a todos os
lugares, inclusive na Igreja. Sobre elas pesa a sentença do
Gênesis: “Teu desejo será para o teu
marido e ele te governará…”
Tendo visto o que o Velho Testamento ensina a
respeito do lugar próprio da mulher nos
propósitos de Deus e como é vedado a elas o exercício da autoridade de homem, passamos agora às
considerações do assunto no Novo
Testamento.
Na primeira carta à Timóteo,
no capítulo 2, o apóstolo estabelece
como deve ser o procedimento no
culto público de Deus dizendo o
seguinte:
“Quero, pois, que os homens orem em todo lugar,
levantando mãos santas, sem ira nem
contenda.Quero, do mesmo modo, que as mulheres se ataviem com traje decoroso, com modéstia e sobriedade, não com
tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou
vestidos custosos, mas como convém às mulheres que fazem profissão de servir a Deus com boas obras. A
mulher aprenda em silêncio com toda a
submissão. Pois não permito que a mulher ensine, nem tenha domínio sobre o homem, mas que esteja em
silêncio. Porque primeiro foi formado
Adão, depois Eva. E Adão não foi
enganado, mas a mulher, sendo
enganada, caiu em transgressão; salvar-se-á, todavia, dando à luz filhos, se permanecer com sobriedade na fé,
no amor e na santificação.” (I Timóteo
2:8-15)
O texto fala por si mesmo, mas algumas pessoas o
interpretam usando o argumento cultural:
“Paulo diz isso por causa da cultura do seu tempo! Naquela época as mulheres não falavam em público
mesmo!” – dizem; contudo, esse tipo de
interpretação violenta o texto, porque o próprio apóstolo deixa claro a razão de sua proibição veemente, e
esta não é cultural mas teológica!
“Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu
em transgressão!” Portando, não é uma
questão cultural, mas espiritual.
Na primeira carta do apóstolo aos Coríntios,
corrigindo a grande confusão que aquela
igreja agia com relação ao culto, no capítulo 11 ele estranha que mulheres se manifestassem no culto para
orar em línguas e profetizar sem o uso
do véu.
Devemos nos lembrar que profetizar, como faziam também algumas
mulheres no Velho Testamento, não era um
exercício de autoridade, elas não interpretavam nem ensinavam, mas apenas repetiam a palavras inspiradas. Mesmo
assim seria um absurdo fazê-lo sem ter
sobre si o sinal de submissão, o véu; mas hoje, não temos mais o exercício desses dons de
revelação e as mulheres não necessitam
mais usar véu, uma vez que não irão mesmo falar em público. Por isso, na mesma carta, no capítulo 14,
logo a seguir, tratando do mesmo
assunto, ordem no culto, nos versos 34 e 35 ele diz: “As mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não
é permitido falar; mas estejam submissas
como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, perguntem em casa a seus próprios
maridos; porque é indecoroso para a
mulher o falar na igreja” A razão também nos é revelada, e não é cultural, mas sim espiritual “como também
ordena a Lei”, isto é, o Velho
Testamento, certamente se referindo ao livro do Gênesis.
E qual seria então as
atividades das mulheres na Igreja?
Bem, primeiro, elas devem cantar, participando
assim do canto congregacional. Ensinar
crianças, como mães, e outras mulheres, como diz o texto:
“As mulheres idosas,
semelhantemente, que sejam reverentes no
seu viver, não caluniadoras, não dadas a muito
vinho, mestras do bem, para que ensinem as mulheres novas a amarem aos seus maridos e filhos, a serem moderadas,
castas, operosas donas de casa,
bondosas, submissas a seus maridos, para que a palavra de Deus não seja blasfemada.” (Tito 2:3-5)
Além disso, há muito trabalho indispensável na
Igreja, que estas santas mulheres podem
fazer servindo a Deus. O Senhor Jesus foi servido por elas, de modo a não lhe deixar faltar nada:
“Também ali estavam algumas mulheres
olhando de longe, entre elas Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago o Menor e de José, e Salomé; as quais o
seguiam e o serviam quando ele estava na
Galiléia; e muitas outras que tinham subido com ele a Jerusalém.” (Marcos 15:40-41)
O apóstolo Paulo, em sua saudação final na carta ao Romanos, faz
menção de uma tal “Febe”, que alguns
pensam ser uma diaconisa da Igreja de Cencréia (ou Corinto), porque ele usa a palavra “serva” que no grego
é “diaconon”. No entanto, não há porque
concluir isso, uma vez que não há qualquer outro texto para confirmar essa interpretação e o que
Paulo está dizendo é tão somente que
esta irmã atuava de forma extraordinária na Igreja inclusive lhe sendo muito útil e portanto deveria ser
recebida pela Igreja de Roma com
deferência:“Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que é serva da igreja que está em Cencréia; para que a
recebais no Senhor, de um modo digno dos
santos, e a ajudeis em qualquer coisa que de vós necessitar; porque ela tem sido o amparo de muitos, e de
mim em particular.” (Romanos 16:1-2)
As irmãs, devem participar
das reuniões de oração da Igreja, onde
homens estão presentes, fazendo seus pedidos e
acompanhando as orações em silêncio.
O ato de orar em público, é um exercício de
autoridade, porque aquele que ora, está
elevando toda congregação, até o trono de Deus e intercedendo pela Igreja. Por isso o apóstolo diz: “Quero que
os varões orem…”. Isto não impede, que
as mulheres tenham suas próprias reuniões de oração e se reúnam, sob a supervisão do Conselho, para
interceder pela Igreja, pelos seus
maridos, filhos, etc.
Concluo lembrando que as mulheres sempre foram muito ativas e de
grande importância na vida da Igreja ao
longo de sua história. Sempre agiram, santa e piedosamente, nos bastidores, para prover tudo que fosse
necessário, sem reivindicar direito de
ofício. Não há na Bíblia qualquer indício de ter havido Apóstola, Bispa, Pastora, Presbítera ou
Diaconisa, no entanto, todos nós sabemos
que a Igreja não chegaria aonde chegou sem a atuação delas. Deus as têm usado e ainda as usará, dentro
dos limites que Ele mesmo ordenou e
instituiu na Sua Palavra. Qualquer coisa que passar disso é invenção dos homens, influenciados pela
psicologia moderna e pelo feminismo.
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