Convites à Cristo - R. K. McGregor Wright -

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Os convites para a pessoa ir a Cristo, arrepender-se e crer, são en­contrados ao longo de toda a Palavra de Deus e são a essência do apelo evangelístico. Os arminianos parecem pensar que os convites de Deus pressupõem a capacidade de responder de um modo positivo. A Bíblia nega expressamente essa capacidade. Jesus disse bem no começo: "Vinde a mim, todos vós que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei", mas disse também "ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar" (Mt 11.27,28). Os pecadores não podem ir a Cristo, a menos que eles sejam levados a ele pelo Pai (Jo 6.44).

João 6 é particularmente explícito quanto a isso. Havendo se iden­tificado como "o pão da vida" (v.35). Jesus adverte os seus ouvintes de que eles já haviam estado com o pão da vida e não tinham crido nele. Jesus, então, lhes fala de uma categoria de pessoas que vão a ele. Ele as Chama de "todo aquele que o Pai me dá" (v.37). Em João 17.2,6,9,11 e 24 ele os identifica de novo, e écuidadoso em observar que é por eles que ele ora, não em favor de cada pessoa que existe (vs.9,20,21).

Está claro que, ao longo de todo o Evangelho de João, os convites são feitos não meramente para condenar aqueles que os recusam, mas também para proporcionar ocasiões para as ovelhas, que o Pai lhe havia dado, responderem à medida que ele as atrai a Cristo. Esse “levar” é infalivelmente eficaz no caso de todas as ovelhas, pois Jesus diz: "Todo aque­le que o Pai me dá, esse virá a mim” (Jo 6.37). Nenhum dos que vão a Cristo, quando levados pelo Pai, será rejeitado. E ninguém tentará ir sem ser levado, porque eles amam "mais as trevas do que a luz” (Jo 3.19).

A conclusão irresistível, então, é que os convites são primariamente oportunidades para as ovelhas eleitas serem distinguidas dos bodes não-eleitos. O propósito do evangelismo é a reunião das ovelhas de Cristo.

Extraído do excelente livro “A Soberania Banida” da editora Cultura Cristã

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