
“Arrependam-se ou pereça” exige que as pessoas ponderem
seriamente acerca do slogan popular: “Deus odeia o pecado, mas ama o pecador.”
É necessário haver um arrependimento consistente diante da afirmação “Deus ama
o pecador?” Se Deus ama o pecador, enquanto ele está vivo, é estranho que Deus
o envie para o inferno, assim quando ele morrer. Deus ama o pecador até a
morte? E não o amaria no tormento eterno?
Há algo errado aqui. Ou, Deus ama o pecador e não irá
mandá-lo para dentro da fornalha de Sua ira eterna, ou Ele o enviará para a Sua
ira eterna e não o ama. Ou, “você está indo para o inferno a menos”, porque
Deus odeia você, como você é. Ou, Deus te ama e “você está indo para o inferno
a menos que” é falsa.
O que leva quase todos a crerem que Deus ama o pecador é por
Ele fazer tão bem ao pecador. Ele concede tantos favores incluindo deixar que
continue vivendo. Como Deus pode permitir que o pecador viva e lhe dê tantas
bênçãos, a não ser que Ele o ame? Há um tipo de amor entre Deus e os pecadores.
Nós o chamamos de “amor de benevolência.” Isso significa que é um amor de boa
vontade. Benevolens - bem disposto. Fazer bem. Deus pode fazer bem para o
pecador sem amá-lo com o outro tipo de amor. “Amor complacente”, um prazer em,
afeição por, admiração de. Ele existe na perfeição entre o Pai e o Filho, “em
quem me comprazo” ( Mt 3:17; Mc 1:11).
Deus é perfeitamente descontente com o pecador. O pecador
odeia a Deus, desobedece a Deus, é ingrato a Deus por todos os Seus favores, e
até mesmo mataria a Deus, se pudesse. Este pecador está morto em seus delitos e
pecados (Ef 2:1). “Os pensamentos e desígnios de seu coração são continuamente
maus” (Gn 6:5). Ele é escravo do pecado (João 8:34) e um servo do diabo (Ef
2:2).
Deus não tem em nada amor complacente para com o pecador. Ele
tem um ódio perfeito dele, de fato, Ele diz que “odeio-os com ódio consumado”
(Sl 139:22 ).
Neste mundo o pecador em nada tem satisfação, senão no amor
benevolente de Deus. Cada experiência de dor, bem como o prazer é do amor de
Deus - de benevolência. Mesmo a dor é do Seu amor, porque Ele tende a despertar
o pecador do seu perigo. Deus realmente ama o pecador, a quem Ele odeia com um
ódio perfeito, mas com um perfeito amor de benevolência.
O pecador, como eu disse, torna em maldição cada bênção
divina, incluindo o amor da benevolência de Deus. Isso ele faz por interpretar
o amor de benevolência, como sendo um amor de complacência.
Tanto quanto “o ódio dos pecados” está relacionado, pois não
existem pecados aparte do pecador. Deus odeia o pecar, ou seja, o matar,
roubar, mentir, cobiçar, etc., mas isso faz alusão ao autor destes crimes.
Deus nunca odeia os remidos, mesmo quando eles pecam. Seria
Ele um injusto admirador de pessoas? Não! (At 10:34) Deus odeia o pecador não
redimido, mas ama os remidos, mesmo quando eles pecam por um motivo bom e
justo. Deus ama os remidos, mesmo quando eles pecam, porque o Seu Filho, em
quem Deus se compraz, vivendo sempre para interceder por eles (Rm 8:27, 34). Cristo
morreu para expiar a culpa dos pecados de Seu povo. Quando eles pecam, estes
são expiados - pelos pecados. Eles são pecados com sua culpa removida. Em certo
sentido, estes pecados não são considerados. Deus não odeia o seu povo quando
eles pecam, porque eles estão em Seu Filho, Cristo Jesus. E eles são feitos
aceitáveis em seu Filho. Ele “nos faz aceitos no Amado” (Ef 1:6).
Nepotismo Divino? Não, o Seu Filho morreu por essas pessoas e
pagou o preço por seus pecados passados, presentes e futuros. Eles são
cancelados antes de serem cometidos. Essa é a verdade, não uma ficção. Justiça
não é nepotismo favorecido. Na verdade, não é a sua relação original com Cristo
que faz com que os seus pecados sejam sem culpa, mas a satisfação realizada por
Cristo pelos seus pecados que criou o relacionamento como filhos adotados na
família de Deus.
Quando o homem pecou, morreu espiritualmente e foi rejeitado
da comunhão com Deus, seu criador e amigo (Gn 3; Rm 5:12). A ira de Deus estava
sobre ele, o pesar no trabalho era a sua parte na maldição; bem como o
sofrimento no parto; alienação e morte, como ameaçadas. Deus é santo; os seus
olhos são tão puros que não podem contemplar a iniquidade. (Hq 1:13)
Esta foi uma terrível, mas santa ira. Deus estava usando o
seu poder onipotente, mas segundo a Sua justiça perfeita. O homem foi afetado,
mas ele mereceu. Não era mais, nem menos, do que ele merecia. Deus não é mais
poderoso do que santo, nem mais sagrado do que poderoso.
Extraído de http://www.the-highway.com/lovesinner_Gerstner.html
Traduzido em 7 de Março de 2014.
Por Ewerton B. Tokashiki
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