O que é relativismo? – M. J. Slick

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Relativismo é a posição filosófica que todos os pontos de vista são igualmente válidos, e que toda a verdade é relativa ao indivíduo. Isso significa que todas as posições morais, todos os sistemas religiosos, todas as formas de arte, todos os movimentos políticos, etc., são verdades que são relativas aos indivíduos. Debaixo do guarda-chuva do relativismo, grupos inteiros de perspectivas são categorizados. Em termos óbvios, alguns são:
  • relativismo cognitivo (refere-se a verdade) – Relativismo cognitivo afirma que toda a verdade é relativa. Isso significaria que nenhum sistema de verdade é mais válido do que o outro, e que não há padrão objetivo de verdade. Tal posição, naturalmente, negaria que existe um Deus de verdade absoluta.
  • relativismo moral/ético – ­Todas as morais são relativas ao grupo dentro da qual elas são construídas.
  • relativismo situacional – A ética (o certo e o errado) dependem da situação.
Infelizmente, a filosofia do relativismo é persuasiva em nossa cultura hoje. Com a rejeição de Deus, e o Cristianismo em particular, a verdade absoluta está sendo abandonada. A nossa sociedade pluralística quer evitar a idéia que realmente haja o certo e o errado. Isso é evidenciado em o nosso sistema judicial deteriorante que tem mais e mais dificuldade em punir os criminosos, em nossa mídia de entretenimento que continua há empurrar o envelope da moralidade e decência, em nossas escolas que ensinam a evolução e a “tolerância social”, etc. Além disso, a praga do relativismo moral está encorajando todo mundo a aceitar a homossexualidade, pornografia, fornicação e um monte de outros “pecados” que antes eram considerados errados, mas agora são aceitos e até promovidos na sociedade. Está se tornando tão difuso que se você falar contra o relativismo moral e a sua filosofia de “vale tudo”, você será rotulado como um fanático intolerante. É claro, isso é incrivelmente hipócrita daqueles que professam que todos os pontos de vista são verdade, contudo, rejeitam aqueles que professam absolutos na moralidade. Parece que o quê os relativistas morais realmente creem é que todos os pontos de vista são verdade menos os pontos de vista que ensinam morais absolutas, um Deus absoluto, ou o certo e errado absoluto.
Algumas expressões típicas que revelam uma pressuposição marcante de relativismo são os comentários como: “Essa é a sua verdade, não a minha;” “É verdade para você, mas não para mim;” e “Não há verdades absolutas.” Evidentemente, essas afirmações são ilógicas, em que eu demonstro no artigo “Refuting relativism”[1] (Refutando o relativismo). O relativismo está invadindo a nossa sociedade, a nossa economia, as nossas escolas, e os nossos lares. A sociedade não pode prosperar nem sobreviver em um ambiente onde todas as pessoas fazem o quê é certo aos seus olhos, onde a situação determina as ações, e se as situações fazem as mentiras e calotes aceitáveis – enquanto você não for pego. Sem um fundamento comum de verdade e absolutos, a nossa cultura se tornará fraca e fragmentada.
Eu devo admitir, contudo, que há validade até alguns aspectos do relativismo. Por exemplo, o quê uma sociedade considera certo (dirigir no lado esquerdo da estrada), outra sociedade considera errado. Esses são costumes para qual um “certo e errado” são atribuídos, mas elas são puramente relativistas e não universal porque são culturalmente baseadas. Princípios de acento de segurança de crianças variam em sociedades diferentes, como também práticas de velórios e cerimonias de casamento. Essas “formas certas e erradas” não são cosmicamente cravadas em pedras, nem são elas derivadas de alguma regra absoluta de conduta de algum deus desconhecido. Mas elas são relativas, e certamente as são. Mas, o relativismo delas é propriamente segurado como tal. Não importa em o qual lado da estrada nós dirigimos enquanto todos nós dirigirmos da mesma forma.
Semelhantemente, há experiências que são válidas somente para os indivíduos. Eu posso ser irritado por algum som, enquanto outra pessoa não. Nesse sentido, o que é verdade para mim não é necessariamente verdade para outra pessoa. Não é uma verdade absoluta que o som idêntico causa irritação em todas as pessoas. Isso é uma maneira de mostrar que certos aspectos do relativismo são verdade. Mas, é válido dizer que por que há um tipo de relativismo pessoal nós podemos então aplicar esse princípio a todas as áreas de experiência e conhecimento e dizer que também são relativos? Não, não é uma suposição válida. Em primeiro lugar, fazê-lo seria uma avaliação absoluta, o que contradiz o relativismo.
Além disso, se tudo é relativo, então nada possa existir que seja absolutamente verdadeiro entre indivíduos. Em outras palavras, se todas as pessoas negassem a verdade absoluta e estabelecessem a verdade relativa somente proveniente de suas experiências, então tudo é relativo ao indivíduo. Como então possa existir um patamar comum pela qual se pode julgar certo ou errado ou verdade? Pareceria que não seja possível.
É claro, a questão que é importante aqui é se há ou não verdades absolutas. Também, podem existir diferentes tipos de verdades absolutas se realmente exista verdades absolutas? Nós podemos perguntar se é sempre errado mentir. Ou, é 1 + 1 sempre igual a 2? É sempre verdade que alguma coisa não pode ser tanto na existência como na não-existência ao mesmo tempo? É sempre verdade que alguma coisa não pode se fazer existir na existência[2] se primeiro tal coisa não exista? Se qualquer dessas perguntas podem ser respondidas no afirmativo então o relativismo está refutado – pelo menos até algum grau.
Moralidade e Punição
Mais perguntas se levantam. Se todos os pontos de vistas morais são igualmente validos, então temos nós o direito de punir a qualquer um? Podemos em algum momento dizer que alguma coisa é errada? Para afirmar que alguma coisa é errada, primeira nós precisamos ter um padrão pela qual pesamos o certo e o errado para então fazermos um julgamento. Se esse padrão de certo e errado é baseado no relativismo, então de nenhum modo é um padrão. No relativismo, padrões de certo e errado são derivados de normas sociais. Já que a sociedade muda, as normas mudam e, portanto também, o certo e o errado. Se o certo e o errado mudam, então como pode alguém ser justamente julgada por alguma coisa que ela fez de errado se este errado pode se tornar certo no futuro?
Finalmente, é justo aplicar uma análise lógica aos princípios da relatividade? Muitos relativistas dizem não, mas eu não vejo por que não. Se um relativista fosse me convencer que a lógica não é necessária ao se examinar o relativismo, ele teria que me convencer usando a lógica, que lhe seria autoderrotista. Se um relativista usasse o relativismo – o parecer subjetivo de suas próprias opiniões – para validar a sua posição, ele estaria usando o raciocínio circular; nominalmente, ele estaria usando o relativismo para estabelecer o relativismo. Portanto, de qualquer maneira ele tem perdido o argumento. Mas, com o relativismo quem realmente importa, sendo que tudo é relativo?
Para concluir, se o relativismo for verdade e todos os pontos de vista forem verdade, então é o meu ponto de vista que o relativismo é falso também verdade?

Autor: Matt Slick
Tradução: Nathan Cazé  
Via: monoergon.wordpress.com

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