O Papa é o Anticristo - por
“Não há outro Cabeça da Igreja senão o
Senhor Jesus Cristo. Em sentido algum pode ser o papa de Roma o cabeça dela,
senão que ele é aquele anticristo, aquele homem do pecado e filho da perdição
que se exalta na Igreja contra Cristo e contra tudo o que se chama Deus.” CFW.
Como a nossa Confissão de Fé afirma, nós também
dizemos que o Papado é o Anticristo. Esta não é uma sugestão, mas uma
assertiva. Fazemos a dogmática afirmação de que a instituição como conhecemos
de papado, é o Anticristo predito nas Escrituras. Uma afirmação ousada como
esta, evidentemente exige alguma evidência. Nesta época confusa, a Igreja de
Roma é vista como uma Igreja Cristã por muitos e o Papa o seu cabeça na terra.
Nós, entretanto, embora o papado reivindique e sustenta esta posição tão
exaltada, de fato isto não representa a realidade. Ao invés de ocupara um lugar
de maior importância, na verdade ocupa o mais infame. Afirmamos que enquanto
pretende ocupar o lugar de Cristo, na realidade ocupa mesmo é o lugar do diabo.
O Papado não tem sua origem no paraíso, mas no inferno. O Papa é o Anticristo.
Em nosso assunto, vamos definir, de forma
breve, o que entendemos por Anticristo e Papado. Então, apresentaremos nossas
evidências para provar que o Papado é o Anticristo. E finalmente iremos aplicar
estas coisas ao tempo presente.
Anticristo
Quando nos referimos ao Anticristo, falamos
da figura que está revelada na Escritura como o grande oponente de nosso Senhor
Jesus Cristo. O diabo, evidentemente é o maior inimigo de Deus; contudo é um
inimigo invisível pertencente ao reino dos principados e potestades. O
Anticristo é o grande campeão do diabo neste mundo, um inimigo visível. Ele é
feito de carne e sangue. Ele emerge de entre os homens e toma lugar no palco da
história. Assim como nosso Salvador tem, na Bíblia muitos títulos que revela
seu caráter, assim também o Anticristo tem nomes e títulos que mostra seu
caráter amaldiçoado. Ele é o pastor de ídolos, o chifre pequeno, o vil, o homem
do pecado, o filho da perdição, o iníquo, a besta e o falso profeta. O título
atual de Anticristo, é encontrado em I Jo 02:18 “tendes ouvido que virá o
Anticristo”.
Deste texto em João, está claro que estamos
lidando com uma figura que no tempo quando o cânon das Escrituras foi
completado, tinha aparecido na Palavra, mas não ainda no mundo. Profecias
vétero – testamentárias foram cumpridas por eventos acontecidos no Velho e no
Novo Testamento. As profecias do Novo Testamento cumprem-se ao longo do período
da revelação. Isto significa que, para o nosso entendimento da verdade sobre o
Anticristo, nós precisamos estudar o ensino das Escrituras e estudar também os
registros da história da igreja e fazer uma correlação entre os dois.
Papado
Quando falamos de papado, estamos nos
referindo à instituição que está no ápice da hierarquia Católica Romana. A
palavra papa, vem do latim e significa “pai”. Primeiro foi aplicada num sentido
geral a todos os sacerdotes, depois aos bispos com um título de honra, e a
partir de 604 a.d. ao Bispo de Roma, em particular, com um título indicando que
ele era reconhecido como bispo universal. Esse uso, do título “pai”, já nos
deveria fazer pensar e lembrar o que Cristo disse, “A ninguém sobre a terra
chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, aquele que está nos céus.” (Mat.
23:9)
Há três estágios distintos no desenvolvimento
desta surpreendente reivindicação do papado.
A Reivindicação de Soberania Espiritual.
Roma era formalmente a grande cidade pagã
onde o imperador agia com Sumo Sacerdote da sua religião. No quarto século este
paganismo, havia por muito tempo perseguido a fé cristã, foi, na verdade,
sucumbido por ela. O Imperador Constantino, tendo se mudado de Roma para
Constantinopla em 334 a.d., estabeleceu o Cristianismo como religião oficial do
império. O Bispo de Roma, já instalado com tal, e sem nenhum rival imediato,
começou a receber grande honra e status, e sobreviveu intacto a decadência do
Império Romano que logo se seguiu. Mesmo ainda sujeito ao poder civil, o Bispo
de Roma começou a reivindicar supremacia sobre outros bispos no campo
espiritual, ainda que cautelosamente. Gregório I declarou, no fim do século VI,
que, qualquer que se intitulasse bispo ou sacerdote universal, seria o
precursor do Anticristo.
Foi sucessor de Gregório, Bonifácio III,
quem, mais adiante, perseguiu essa ambição. Cinco cidades estavam no Império
Romano: Roma, Constantinopla, Antioquia, Alexandria e Jerusalém. Os bispos
destas cidades disputavam entre si pela supremacia. Em 607 a.d. o Imperador
Focas, concedeu a Bonifácio III, bispo de Roma, o título de cabeça de todas as
igrejas cristãs. O Bispo de Roma, agora, passa a ser um Papa. Ele reivindica a
universal e ilimitado episcopado. Usando a máscara de pastor, ele sustenta em
suas mãos um bordão. Mas este não é, de forma alguma, o fim de suas pretensões.
A Reivindicação de Soberania Temporal.
Longe, da jurisdição papal ter se limitado à
jurisdição espiritual. Agora com poderes ilimitados na esfera eclesiástica, o
papado começou a interferir cada vez mais na esfera das nações. Este
desenvolvimento alcançou seu clímax em 755 a.d., quando o Imperador Pepino, tendo
derrotado os Lombardos, no norte da Itália, depositou as chaves dessas no altar
de S. Pedro, em Roma. O Bispo de Roma, é agora rei e evoca para si monarquia
ilimitada. Deixando cair a máscara de pastor, ela passa a segurar na mão uma
espada. Contudo mesmo esse absurdo não é o limite de sua ambição.
A Reivindicação de Soberania Divina.
A jurisdição papal, neste ponto, é espiritual
e temporal. Mas o papado não estava contente com isso. Havia ainda outro degrau
a galgar: Um que de tão descarado e monstruoso, trememos só de pensar e falar
sobre ele. Em 1073 a.d. o Papa Gregório VII, conhecido como Hildebrando,
reivindicou ser o representante de Deus, estar acima dos reis do mundo e que
seu reinado não era outro senão o reino de Deus. O Bispo de Roma era agora
deus. Ele evocou divindade. Ele agora, sustenta nas mãos o cetro do universo.
Pense nisto! Um mero homem de carne e sangue, um pobre pecador, reivindicando
ser Deus! Já tem sido dito que Gregório VII estabeleceu a teocracia na terra.
Insto não é estritamente verdade. Teocracia significa “governo de Deus” Nenhuma
nação ou especialmente crente, deveria temer ser governado por Deus, da mesma
forma como os judeus o foram, como povo da aliança. O que Gregório instituiu e
o papismo é, de fato, é uma eclesiocracia. É o governo por sacerdotes ou
clericalismo. É a igreja dominando o estado e tomando o controle da toda a
política econômica e social. O Vaticano é uma miniatura do que Roma gostaria de
alcançar sobre toda terra. Século após século têm testemunhado o desenvolvimento
desse extraordinário propósito. No décimo quarto século Bonifácio declarou:
“Aquilo que foi falado a respeito de Cristo, que todas as coisas sejam sujeitas
aos seus pés… deve ser dito da mesma forma a meu respeito. Eu tenho a
autoridade de Rei dos reis, eu sou tudo em todos e sobre todos, assim que Deus,
Ele mesmo e eu, o Vigário de Deus, temos um só consistório (autoridade), e eu
sou capaz de fazer quase tudo que Deus pode fazer. O que podem me considerar
senão Deus?”
No século XVII (1644) um cardeal se dirigiu
ao recém eleito Papa Inocente X “Santíssimo e abençoado Pai, Cabeça da Igreja,
Governador do Mundo, a quem as chaves do Reino dos céus foram entregues, a quem
os anjos nos céus reverenciam, e a que as portas do inferno temem, a quem todo
o mundo adora, nós especialmente veneramos, cultuamos e te adoramos, e nos
entregamos com tudo que nos pertence ao teu dispor, paternal e divino.” O que
mais poderia ser dito que considere o papa um Deus?
No século XIX, durante o Concílio Vaticano
(1870) que pronunciou o dogma de que os papas são infalíveis, proclamou: “O
Papa é Cristo em ofício, Cristo em jurisdição e poder… nós nos inclinamos
diante de tua voz, ó Piedoso, com diante da voz de Cristo, o Deus da verdade;
em nos unirmos a ti, estamos unidos a Cristo”
No século XX (1922) Pio XI declarou: “Vós
sabeis que eu sou o Santo Padre, o representante de Deus na terra, o Vigário de
Cristo, o que significa que eu sou Deus na terra.”
Quando o papa é coroado hoje, é com estas
palavras: “Receba tua Tiara. Adornada com três coroas, e saiba que tu és o pai
de Reis e de Príncipes, Governador do Mundo, e Vigário de Cristo na terra, a
quem seja honra e glória para sempre”
O papado, portanto é um ofício que tem se
desenvolvido ao longo de séculos, aumentando em poder, influência até onde não
se pode ir mais. É um ofício que, evidentemente, tem sido ocupado por muitos e
diferentes indivíduos. Este é um fato muito importante quando formos observar
as Escrituras mais tarde.
Identidade
Agora chegamos ao momento em que vamos provar
que o papado é o Anticristo predito nas Escrituras. A Bíblia nos diz que é
necessário temos várias testemunhas para que tenhamos sucesso, pois “pela boca
de duas ou três testemunhas toda palavra será estabelecida” (2Cor. 13:1) Vamos
então considerar três testemunhos:
O Testemunho Histórico
Tem havido muitos e diferentes opiniões sobre
a identidade do Anticristo. Ele é tanto um político como um prelado. Ele é
tanto um ateu com um apóstata. Ele é tanto um judeu como um gentio. Ele é
tanto um indivíduo com uma dinastia. Ele tanto já veio e já foi, está presente
agora e ainda virá. Desses, aqueles que crêem que o Anticristo é um sistema
invés de uma pessoa, têm sugerido sua identidade como: Humanismo, Materialismo,
Comunismo Internacional, Islã. Daqueles que crêem que o Anticristo é um
indivíduo em particular têm sugerido nomes como: O Imperador Nero, Napoleão,
Adolf Hitler, Henry Kissinger, Saddam Hussen.
Um ponto de vista, no entanto, tem
prevalecido através da história e resistido ao teste do tempo. É a visão de que
o papado é o Anticristo. Esta visão, não é sustentada meramente por uns poucos
extremistas dos dias atuais, mas tem sido o testemunho de piedosos com
estabelece 2Cor. Em todas as eras, como também é sustentado por fontes das mais
surpreendentes. Vamos então examinar essas variadas fontes:
Os Pais Apostólicos
·
Tertuliano (155-222a.d.) Comentando
2 Tess. 2:7 e a revelação do Anticristo:
“Que obstáculo há para que o estado Romano
divido e fragmentado em dez reinos, introduza o Anticristo em suas próprias
ruínas?” (A divisão do Império Romano não havia ainda completado até 476a.d.)
·
Cirilo de Jerusalém (315-386a.d):
“Levantar-se-ão, juntos dez reinos de Roma,
reinando em diferentes partes, talvez, mas todos ao mesmo tempo; e após este um
décimo primeiro, o Anticristo, que através de suas artes mágicas ocupará o
poder de Roma. O papado não somente tomou Roma para se assentar sobre sua
autoridade, mas usurpou até o título de “Pontifex Maximus” da Roma pagã para
dar ao bispo supremo, o papa.”
·
Jerônimo (347-420a.d):
“Diz o apóstolo Paulo em sua segunda carta
aos Tessalonicenses, a menos que o Império Romano seja primeiro desolado, e o
anticristo se manifeste, Cristo não virá”
·
Agostinho de Canterbury
(540-604a.d.):
“Eu digo, confidencialmente no entanto,
aquele que chama a si mesmo Bispo Universal, ou mesmo deseja em seu orgulho ser
chamado de tal, é o precursor do anticristo”
Reformadores
·
Lutero (1483-1546a.d) (Numa carta a
George Spalatin, um Reformador Alemão e amigo, em 1520):
“Eu estou extremamente aflito em minha mente.
Eu não tenho mais dúvida de que o papa é realmente o anticristo. As vidas e as
conversas dos papas, suas ações, seus decretos, tudo aponta para a descrição
que as Escrituras fazem dele.”
·
Calvino (1509-1564):
“Daniel (Dn 9:27) e Paulo (2Tess. 2:4)
predizem que o Anticristo se assentaria no Templo de Deus. Entre nós, é o
Pontífice Romano que fazemos líder e representante legítimo deste iníquo e
abominável reino.”
·
Thomas Cranmer (1489-1556) (Por
ocasião do seu martírio):
“ E quanto ao papa, Eu o abomino como inimigo
de Cristo, e anticristo, com todas as suas falsas doutrinas”
·
John Knox (1514-1572): (Ao Deão
Annan, um Romanista, em 1547):
“Quanto à sua Igreja Romana, encontra-se
corrompida…Eu não tenho mais dúvida, quanto a ela ser Sinagoga de Satanás, e
aquele que se intitula cabeça dela, o papa, o homem do pecado de que o apóstolo
Paulo falou, do que eu duvido que Jesus Cristo sofreu só para adquirir a igreja
visível de Jerusalém” (procurement)
Sucessores
·
Matthew Poole (1624-1679):
“Vou falar ousadamente: ou não há anticristo,
ou o bispo de Roma é ele”
·
Matthew Henry (1662-1714):
“O anticristo aqui mencionado é alguém
usurpador da autoridade de Deus na Igreja Cristã e que reivindica honra divina;
e a quem isto melhor se aplica além do bispo de Roma, a quem os títulos mais
blasfemos têm sido dado…?”
·
Patrick Fairbairn ( 1805-1875) ( Ao
listar os maiores erros e abusos do papado):
“Tudo isso vai de encontro de forma admirável
às condições da profecia de S. Paulo, e sua história e progresso também se
encaixam com as admoestações apostólicas sobre seu aparecimento gradual e
dissimulado, que onde quer que outro anticristo possa existir, é preciso estar
estranhamente influenciado, para não discernir a semelhança que há na apostasia
Romana.”
·
Charles H. Spurgeon (1834-1892):
“É responsabilidade e dever de todo cristão
orar contra o Anticristo, e o quem seria este anticristo, ninguém em sã
consciência ousa questionar. Se não é o papado na Igreja de Roma, não há nada
neste mundo que possa ser chamado como tal. Se temos um aviso sobre o
Anticristo, deveríamos ter esta igreja em suspeição,… pelo fato de corresponder
tão exatamente à descrição”
Outros
Igreja Ortodoxa (Em conexão com a recente
visita do Papa à Grécia):
“Mas nos dias que antecederam a chegada do
pontífice à Grécia, a União Clerical Ortodóxa, denunciou o papa como
‘arque-herético’ e o chamou de ‘grotesco monstro de dois chifres de Roma’ ( Rod
Dreher, um colunista do New York Post, 08/05/01). Alguns foram até mais além.
Do mosteiro em Mont Athos, uma comunidade de monges ortodoxos, penduraram nas
paredes do mosteiro uma faixa dizendo: “O Papa é anticristo”
“A trepidação que nós, Gregos Ortodoxos,
temos com relação ao papado origina-se dos sérios desvios dessa instituição da
Fé Apostólica e seu papel histórico na tentativa de forçar, o mundo cristão
Grego, a estes mesmos desvios. O Cardeal croata Stepinac e seu companheiro
nazista Ustasha, forçaram a conversão de milhares de ortodoxos sérvios ao
catolicismo, massacrando milhares de refugiados. O Cardeal Stepinac foi
recentemente beatificado pelo papa João Paulo II”
“O romanista, (Cardeal Manning) “ A Igreja Católica
é, ou a obra-prima de Satanás, ou o Reino do Filho de Deus”
“A ordem sacerdotal é historicamente a
essência da Igreja de Roma; se não foi apontada divinamente,então ela é,
doutrinariamente, a essência do anticristo” (John Henry Newman)
O Testemunho Confessional
O ponto de vista de que o papa é o
anticristo, não é sustentado somente por indivíduos, mas também por igrejas. Ao
confeccionar suas confissões de fé, que sevem tanto para teste da ortodoxia,
como um testemunho para o mundo, as grandes denominações procuraram incluir uma
sessão sobre o papa.
Segunda Confissão Helvética (1536) (Reformada)
Capítulo XVII. “NENHUMA PRIMAZIA NA IGREJA”
Cristo, estritamente proibiu seus apóstolos e seus sucessores a ter qualquer
primazia e domínio na Igreja. Quem não vê, portanto, que quem quer que
contradiga e se oponha a esta verdade clara será contado entre o número
daqueles de quem Cristo e os apóstolos profetizaram: Pedro em II Ped. 2, e
Paulo em At.20:2; II Cor. 11:2; II Tess. 2, e também em outros lugares?
Artigos de Smalcald (1537) (Luterano)
Este ensino mostra, vigorosamente, que o papa
é de fato o Anticristo, que se exalta a si mesmo sobre todos, e se opõe a
Cristo, porque não permitirá que cristãos sejam salvos sem o seu poder…dizendo
que para uma pessoa ser salva deve obedecer-lho” (Part II, Art. IV)
Trinta e nove artigos (1562) (Anglicano)
·
XIX. “Da Igreja”
“Como a Igreja de Jerusalém, Alexandria, e
Antioquia, erraram; também a Igreja de Roma tem errado, não somente em sua vida
e forma cerimonial, mas também em matéria de Fé”
·
XXXVII. Do Magistrado Civil
“O Bispo de Roma não tem jurisdição no Reino
da Inglaterra”
Artigos Irlandeses (1615) (Episcopal)
80. “O Bispo de Roma é, longe de ser a cabeça
da Igreja Universal de Cristo, o que sua doutrina e obras, de fato revelam, que
ele é aquele “homem do pecado” predito nas santas Escrituras, a quem o
Senhor há de consumir com o espírito de Sua boca, e abolir com o resplendor de
sua vinda”
Confissão de Fé de Westminster (1647)
(Presbiteriano)
25.6 “Não há outro cabeça da Igreja senão o
Senhor Jesus Cristo: (Col. 1:18; Ef.1:22). Em sentido algum pode ser o papa de
Roma o cabeça dela, senão que ele é aquele anticristo, aquele homem do pecado e
filho da perdição que se exalta na Igreja contra Cristo e contra tudo o que se
chama Deus.” (Mat. 23:8-10; 2 Tess. 2:3,4,8,9; Apoc. 13:8)
Declaração de Fé de Savoy
26.4 “ Não há outro cabeça da Igreja senão o
Senhor Jesus Cristo. (Col. 1:18; Ef. 1.22) Nem pode, portanto, o papa de Roma,
em nenhum sentido ser o cabeça; Mas ele é aquele Anticristo, aquele homem do
pecado, o filho da perdição, que se exalta a si mesmo, na Igreja, contra Cristo
e a tudo que se chama Deus, a quém o Senhor destruirá com o resplendor de Sua
vinda.” ( Mat. 23:8-10; 2 Tess. 2:3,4,8,9; Apc. 13:6).
Confissão de Fé Londrina (1689) (Batista)
“26.4 O Senhor Jesus Cristo é o cabeça da
Igreja, a Quele que, por designação do Pai, todo poder para o chamamento,
instituição, ordem ou governo da igreja foi investido de maneira suprema e
soberana; (Col. 1:18; Mat. 28: 18-20; Ef. 4:11,12) Nem pode o papa de forma
alguma ser o cabeça dela, mas ele é o anticristo, aquele homem do pecado, e
filho da perdição, que se exalta a si mesmo, na igreja, contra Cristo e a tudo
que se chama Deus; a quem o Senhor destruirá com o resplendor da sua vinda” (O
leitor é dirigido à 2 Tess. 2:2-9).
Notas de John Wesley ao Novo Testamento
(Metodista)
(2 Tess. 2:3) “o homem do pecado, o filho da
perdição…” em muitos aspectos, o papa, tem um indisputável merecimento desses
títulos. Ele é, num senso enfático, o homem do pecado, enquanto ele aumenta, de
todas as formas, o pecado acima da medida. E ele é, também, propriamente
estilizado como o filho da perdição, por causar a morte de inumeráveis
multidões, tanto de seus opositores como de seguidores, destruição de inúmeras
almas, e ele mesmo irá perecer eternamente. Ele é aquele que se opõe ao
imperador, uma vez que reivindica soberania; e que exalta a si mesmo
acima de tudo que se chama Deus, ou é adorado – dominando anjos, e pondo reis
aos seu pés, quando ambos são chamados “deuses” nas Escrituras; requerendo o
poder supremo, a honra suprema, aceitando, não somente uma vez, o título de
Deus ou vice-deus. Na verdade isto está implícito nos seus títulos comns de
“Sua Santidade”e “Santíssimo Padre”
Assim, sentado entronizado no templo de Deus
– Mencionado em Apc. 11:1, declarando-se a si mesmo ser Deus – reivindicando
prerrogativas que pertencem somente a Deus”.
Vamos entender o significado dessas
afirmações. As igrejas que subscrevem estas confissões estão dizendo que seus
oficiais, não somente: “vocês devem crer nisso” ou “Devemos preferir crer
nisso” mas, “ Vocês têm que crer nisso”. Temos ainda que adicionar, que a visão
do papado como anticristo, é sustentado não somente por igrejas, em nossa terra,
mas também, pelo nosso Estado,(escocês). Isto é frequentemente esquecido. A
Confissão de Fé de Westminster, incluindo a sessão do homem da iniqüidade, foi
ratificada por um Ato do Parlamento Escocês em 1649. Não temos conhecimento de
que esse Ato tenha sido retirado; ele é simplesmente ignorado. Está no Ato de
Instalação e no Juramento de Coroação. A despeito de todos os esforços para
remover esta legislação, ela ainda está lá em seu lugar.
O Testemunho da Escritura
Saber o que um bom homem crê ajuda. Saber o
que as igrejas decidiram crer é útil. Mas no final sempre fica a pergunta: “O
que as Escrituras dizem?” Quem é o Anticristo de acordo com a Palavra de Deus?
.A palavra “anticristo” ou “anticristos”
ocorre cinco vezes na Bíblia, todas na epístola de João, mas o Anticristo é
referido em outra passagem da Escritura. Há tres grandes passagens:
·
Daniel capítulo 7. Lá aprendemos do
surgimento do Anticristo.
·
2 Tessalonicenses capítulo 2. Lá
aprendemos sobre o reino do Anticristo.
·
Apocalípse capítulo 13, 17e18. Lá
aprendemos sobre a ruína do Anticristo.
A passagem chave é 2 Tess. 2:3-10. Nós
podemos nos concentrar nesta passagem, porque, ela é talvez a mais clara. É
importante notar, que esta passagem não é somente profética, mas também
pastoral. Foi escrita para uma congregação do povo de Deus, que estava perplexa
com respeito ao futuro. Foi escrita para instruí-los e ajudá-los com suas
dificuldades. Temos de lembrar disto, quando as pessoas dizem que não podemos
saber com certeza quem é o homem do pecado! Desta passagem nós podemos notar
doze marcas do Anticristo. Iremos nos referir às outras passagens quando for
necessário.
Em sua segunda epístola aos tessalonicenses,
Paulo está corrigindo um mal entendido com respeito à primeira epístola; nela
ele havia afirmado que “o dia do Senhor vem como um ladrão de noite” (1 Tess.
5:2). Ao que parece, alguns o interpretaram como ensinando que o retorno de
Cristo seria, não somente de repente, mas também imediato. Portanto, eles
começaram a negligenciar seus deveres atuais, até deixando de trabalhar em
alguns casos (2 Tess. 3:11). Assim, agora, ele explica que certos eventos devem
acontecer antes do retorno do Senhor. Nós iremos examinar este seu ensino aqui,
pois ele traz à luz o homem do pecado – o Anticristo.
O Anticristo é uma figura significante
“isto não acontecerá sem que primeiro
venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade” V.3
O Anticristo é um grande sinal dos tempos.
Não se trata de uma figura de menor importância para apenas um breve período na
história da igreja. Sua aparição é digna de nota e de grande significância para
a igreja de Cristo nesta dispensação e indica que uma apostasia tem ocorrido.
De fato no original grego trata-se da “a apostasia”. O Anticristo surge quando
o povo se afasta de Cristo. Tudo nesta passagem indica que esta defecção,
liderada pelo homem do pecado, é espiritual e não de outra sorte.
O romanismo é um sistema personificado
em sua cabeça, o Papa. Cada novo papa herda o sistema e é o cabeça do sistema.
Esta é a razão porque é propriamente chamado de “papado”. Alguém poderia tirar
a Rainha como cabeça do estado Anglicano ou da mesma forma o moderador da
Assembléia Geral do Presbiterianismo e ainda assim permaneceria a essência
destes sistemas. Mas não é assim com o papado. Você não pode ter papado sem o
Papa! Ele resume o sistema Romano.
Bispo Newton escreveu: “Esta imagem e
representatividade da Besta é o Papa. Ele é propriamente o ídolo da Igreja. Ele
representa em si mesmo, todo o poder da Besta e é a cabeça de toda autoridade,
temporal, como também espiritual. Ele não é nada mais do que uma pessoa
privada, sem poder e sem autoridade, até que a Besta de dois chifres, ou clero
corrompido, o escolha como Papa, dando a ele vida, e o capacita para falar e
decretar, e perseguir até a morte, tanto quantos recusam se submeter e
adorá-lo. Tão logo é escolhido papa, ele é vestido com os tarjes Pontifícios, é
coroado e colocado sobre o altar, e os Cardeais vêm beijar seus pés. Esta
cerimônia é chamada de “adoração”.
Deste texto nós vemos o erro do “preterismo”.
O preterismo é aquela escola de profecia que vê o livro do Apocalipse, exceto
os três últimos capítulos, como descrevendo eventos que ocorreram logo após
João ter escrito. O Anticristo então apareceu. Alguns preteristas, crêem, que a
predição da vinda do Anticristo, foi cumprida na tirania do Império Romano
contra a igreja, outros na rejeição do evangelho pelos judeus e a conseqüente
destruição de Jerusalém no ano 70A.D. Este esquema de interpretação, tem sua
origem com o Jesuíta Alcazar em 1614. Mas é uma decepção, designada por Roma,
para excluir o papado de ser reconhecido e identificado como o Anticristo.
O Anticristo é um Iníquo
“o homem do pecado” v. 3
O Anticristo é caracterizado pelo pecado. Ele
é caracterizado pela desobediência. Ele é “aquele Iníquo” (v.8)
O Anticristo é caracterizado pelo pecado. Ele
é o proeminente em desobediência. Ele é aquele “iníquo”(v.8). Ele é o supremo
anticristo e ele ultrapassa a todos os outros em impiedade. “Filhinhos é
chegada a hora: e como tens ouvido que o anticristo virá, mesmo agora há muitos
anticristos; por esta razão sabemos que é chegada a última hora”(I Jo. 2:18)
As doutrinas do papado são doutrinas ímpias.
São do tipo das que não encontramos apoio nas Escrituras e, que muito ao
contrário, vão de encontro ao que as Escrituras ensinam. Daniel previu o
Anticristo, na forma de “dois chifres”, que aparecerá entre dez outros chifres.
O Chifre pequeno é único, pois nele há “olhos como olhos de homem, e boca que
fala grandes coisas” (Dan. 7:8). O que ele viu era claramente um homem – o
homem do pecado. O pequeno chifre representava um rei e um reino diferente de
todos os outros, um que “fala grandes coisas contra o Altíssimo” e que “pensa
em mudar tempos e leis” (Dan. 7:25). O Anticristo despreza os santos
mandamentos e inventa seus próprios mandamentos pecaminosos. Ele age assim
despudoradamente. De acordo com Thomas Manton, o Cardeal Belarmino disse:”que
Cristo deu a Pedro e a seus sucessores, o poder de fazer o pecado não ser pecado,
e que se o Papa errar em proibir virtudes e ordenar vícios, a Igreja estaria
obrigada a crer que os vícios são bons as virtudes más”. Mas a Escritura diz:
“Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da
luz escuridade; põem o amargo por doce e o doce por amargo!” (Is. 5:20).
O que Daniel viu obscuramente, Paulo viu
claramente: “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos,
alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de
demônios; pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a
própria consciência, que proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos
que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fieis e por
quantos conhecem plenamente a verdade” (1 Tim. 4:1-3), James Begg comenta: “ A
descrição do apóstolo abarca, não só a mentira espiritual do papado, que se
caracteriza pela primazia neste expediente, como a proibição do casamento no
caso das freiras, monges e sacerdotes, contudo, a característica notável do
sistema, – é o mandamento de se abster de certas carnes, mas pior que isto,
como Mede provou…foi a restauração da adoração demoníaca de heróis do
paganismo, na forma da ímpia adoração oferecida à Virgem Maria e aos reais ou
supostos santos” (i.e. “prestando atenção aos espíritos sedutores”).
O Anticristo é uma figura repulsiva
“o filho da perdição” V. 3
O Anticristo é um filho de inferno. Ele
emerge das profundezas do inferno (Apc. 11:7). Ele foi tipificado em outra
figura identificada como “filho da perdição” – Judas Iscariote (Jô. 13:27).
Jesus disse aos seus discípulos: “… não vos escolhi eu em número de doze?
Contudo um de vós é o diabo” (Jô 6:70). No relato que João fez da última ceia,
nós vemos como Jesus identificou o Seu traidor, dando um bocado molhado a
Judas. “Após o bocado, imediatamente entrou nele Satanás. Então disse Jesus: O
que pretendes fazer faça-o depressa” (Jô 13:27). Esse foi o ponto sem volta,
para este falso amigo de Cristo. “Ele, tendo recebido o bocado, saiu logo. E era
noite” (vs.30). Havia trevas sobre Jerusalém e havia trevas sobre a alma de
Judas também.
Quando Judas fez o que fez, vendo que Cristo
foi condenado à morte, ficou com remorso. Então “se arrependeu”. Reconhecendo a
inocência de Cristo, ele disse aos principais sacerdotes e anciãos, “pequei”.
Mas indo enforcou-se (Mat. 27:3,4). Não houve verdadeiro arrependimento.
Na verdade, ele não podia se arrepender. Ele havia cometido o pecado do
qual João escreve, isto é, o pecado que é para a morte: “Se alguém, vir a ser
irmão cometer pecado não para a morte, pedirá e Deus lhe dará vida aos que não
pecaram para morte. Há pecado para a morte e por esse não digo que rogue.” (I
Jo 5:16). O que é este pecado? É revelado em outro lugar, como sendo pecado
conta o Espírito Santo. Jesus disse: “mas, aquele que blasfemar contra o
Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno.”
(Marc 3:29). Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, mas alguns
foram mais longe. Olhando este pecado no seu contexto escriturístico, uma
pessoa é culpada de pecado contra o Espírito Santo, quando ele atribui à obra
de Deus como sendo obra do diabo. Quando Cristo havia curado um homem cego e
surdo, possesso do diabo, os Fariseus disseram: “…Este não expele os demônios
senão pelo poder de Belzebu, maioral dos demônios” (Mat. 12:24) Jesus lhes
disse: “Se porém eu expulso os demônios, pelo Espírito de Deus, certamente é
chegado o Reino de Deus sobre vós” e ainda: “Se alguém proferir alguma palavra
contra o Filho do homem ser-lhe-á perdoado; mas se alguém falar contra o
Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir.” (vs
32).
Que pecado é esse? É revelado em todo lugar
como sendo a blasfêmia contra o Espírito Santo. O papado tem cometido este
pecado imperdoável. O papado blasfema contra o Espírito Santo. O papa declara
seu anátema contra aqueles que fazem a obra de Deus hoje, pregando o evangelho
da graça pelo Espírito Santo que desceu do céu. Ele amaldiçoa quem crê na
Justificação pela Fé somente. Assim, o papa, não pode ser salvo – Conhecemos
dos sacerdotes Católicos Romanos, alguns que foram salvos – mas que dizer de
bispos, cardeais e papas? Parece que, enquanto sacerdotes, podem vir ao
reconhecimento de seus pecados, aqueles que fazem homens sacerdotes e conferem
a eles seus supostos poderes, estão fora da esfera da misericórdia de Deus.
O Anticristo é uma figura soberba.
“Aquele que se opõe e se exalta acima de tudo
o que se chama Deus, ou que é adorado”.
O Anticristo é distinguido pela arrogância.
Ele tem o mesmo espírito daquele Diótrefes descrito na terceira Carta de João,
que “amava ter a preeminência” (3Jo 9). Sua carreira é caracterizada por uma
auto-exaltação que não tem limite. Ele ataca a divindade, especialmente o
Senhor Jesus Cristo. Aqui nós vemos o primeiro significado do prefixo “anti” –
que significa “contra”. Ao que exatamente o Anticristo é contra? “Quem é o
mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o Anticristo, o
que nega o Pai e o Filho.” (1Jo 2:22). Contudo o seu ataque ao Todo Poderoso,
não é direto. È do mesmo tipo do qual o apóstolo Paulo adverte Tito: “No
tocante a Deus professam conhecê-lo, entretanto o negam por suas obras, por
isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra” (Tito
1:16).
Roma confessa o grande Credo Ecumênico com
sua boca, mas o nega com suas obras, especialmente pelas ações do papa, em
cujas mãos o poder e a glória estão concentrados. Quase não há uma doutrina,
sequer, que não tenha sido contaminada pelo papado. Em particular, a Pessoa e
obra de Jesus Cristo são negadas pelas ações do papa. O papado apresenta Cristo
não tanto como Filho de Deus mas, sim, como Filho de Maria. O papado exalta-se
a si mesmo acima de Deus, exaltando a Virgem acima de Cristo. O papado a coroou
Rainha dos Céus. O Papa Pio IX declarou (1854), que ela foi preservada
imaculada, livre do pecado original, uma dignidade que pertence somente a
Cristo. O Papa Pio XII, declarou em(1950) que ela acendeu corporalmente ao céu,
mais uma vez detratando Cristo. Ela é chamada de Mãe de Deus e a medianeira
entre Deus e os homens. Ela é considerada mais compassiva de que seu Filho para
com Ele interceder por pobres pecadores. Para o papado, ela é efetivamente uma
quarta pessoa na divindade. Pela adoração da Virgem Maria nega-se o Pai, o
Filho e o Espírito Santo. O Papa João Paulo II foi bem conhecido pela sua
devoção à Maria. Seu moto pessoal era “Totus Tuus” “totalmente Seu”. Para um
cristão, isto se aplica a Cristo, mas para o Papa se refere à Maria, não a
Cristo. Ele publicamente creditou a ela seu livramento do atentado que sofreu
em 1982. Durante sua visita a Endinburgh em 1981, disse o seguinte aos jovens:
“Sigam o exemplo da nossa Abençoada Senhora, perfeito modêlo de confiança em
Deus e total cooperação ao seu plano divino para a salvação da
humanidade…através de Sua intercessão ele (Jesus), transformará a vida de
vocês.” Milhões são feitos cegos e iludidos por essa idolatria velada.
O papado não somente exalta-se a si mesmo
acima de tudo o que se chama Deus, ou é para ser reverenciado, mas também se
opõe a tudo que pertence a Deus. O que pode ser mais precioso para Deus do que
Seu povo neste mundo? E qual tem sido a conseqüência para eles quando o poder
papal é desenfreado? Opressão, tirania, perseguição e derramamento de sangue. O
papado nega a verdadeira liberdade civil religiosa e a Igreja de Roma, tem sido
conhecida pela sua crueldade através dos séculos. “A Inquisição Espanhola” é o
termo de linguagem que ficou conhecido, para caracterizar as atrocidades e
torturas feitas para examinar alguém. O espírito de perseguição do papado
esteve em ação desde o tempo em que Roma obteve sua ascendência. A Inquisição,
foi formalmente instalada pelo Papa Gregório IX em 1232. O seu objetivo
declarado, era manter a supremacia do papado na Europa e suprimir a “heresia” –
que obviamente significava qualquer oposição ao papado. O trabalho de prender e
julgar os heréticos foi confiado aos inquisidores papais, frequentemente
tirados das ordens dos Dominicanos e Franciscanos. Podemos listar alguns dos
episódios infames da perseguição Romana: a perseguição dos Valdenses e outros
nos vales de Piedmont e Savoy no século XII; o extermínio dos Albigenses no Sul
da França durante o século treze; a chacina de milhares de Hussitas na Boêmia
em 1421; a Perseguição da Maria Sanguinária (1553-1558), na qual uns 300
homens, puritanos, mulheres e crianças foram martirizadas na Inglaterra por sua
fé Protestante, muitos deles queimados; o morticínio de milhares de Protestante
na Holanda pelo Duque de Alva em 1567; o Massacre do Dia de São Bartolomeu
(1572), no qual 70.000 Protestantes, Uguenotes, foram assassinados na França e
após o qual um “Te Deum” ou hino de ação de graças foi cantado em Roma; e o
assassinato de milhares de Irlandeses em 1641 durante a insurreição declarada
pela Igreja de Roma. Isto corresponde ao que a Bíblia diz:“E nela se
achou o sangue de profetas, de santos, e de todos os que foram mortos sobre a
terra.” (Apoc 18:24).
Em teoria a Inquisição acabou em 1820. Mas a
perseguição de Roma, não acabou. No ultimo século, durante a Segunda Guerra
Mundial, um evento extraordinário aconteceu na Europa despercebido pelo mundo
de então. Um novo estado chamado Croácia foi criado do território da
Iugoslávia. Os cabeças, Católicos Romanos do estado, em acordo com o Arcebispo
Católico Romano, declarou um “converta-se ou morra” entre uma minoria
não-católica romana – os Sérvios, Judeus e outros. Hoje, isto seria chamado de
“limpeza étnica”. Contudo, neste caso, houve uma diferença. Todos não
precisavam morrer. Se tão somente se tornassem Católicos Romanos! 200.000 o
fizeram, os outros 700.000 foram mortos da maneira mais selvagem.
É Esta que é chamada de Igreja de Cristo, que
segura uma espada de aço ao invés da Espada do Espírito que é a Palavra de
Deus? Ainda hoje recebemos notícia vez após vez, através da mídia Cristã, de
Protestantes no México e em outros lugares dominados por Roma, sendo atacados e
mortos por causa do evangelho e os sacerdotes locais, sempre são coniventes com
isto. É só um lembrete do que são poupados os que vivem em Países Protestantes.
E é também um aviso, do que pode nos esperar se esse reavivamento de Roma
continuar e mais uma vez o papado volte a reinar.
Traduzido por Rev. Josafá Vasconcelos
Via: www.iphr.org.br
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